Meu dia é feito de hemoculturas que precisam ser comunicadas no mesmo turno, uroculturas que exigem decidir entre infecção e contaminação, Gram lidos às pressas para orientar uma terapia empírica e antibiogramas que vão parar direto na prescrição.
Foi nesse contexto que este site nasceu. Percebi que a maior parte do material disponível em português trata microbiologia como matéria de prova — decorar morfologias, listar meios de cultura — e quase nada explica o que realmente pesa na bancada: por que o volume do frasco muda a sensibilidade da hemocultura, por que o ponto de corte da urocultura depende da forma de coleta, por que 15 minutos de atraso no inóculo do McFarland deslocam um halo.
Então escrevo o que eu gostaria de ter lido no começo: conduta, motivo clínico e o cálculo pronto. As calculadoras existem porque erro de conta em UFC/mL e diluição é o erro mais silencioso do setor. As dicas vêm da rotina, não de apostila. O catálogo de microrganismos traz o que se cobra na bancada: como cresce, o que confunde e o que nunca pode ser reportado como sensível. Esse mesmo material, mais aprofundado, virou o e-book Microbiologia Prática: O Guia de Bancada.
Nada aqui substitui o POP do seu serviço nem as normas vigentes de controle de qualidade. É material de apoio, escrito por quem está na bancada, para quem está na bancada.
