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Cocos Gram-positivos

Streptococcus pyogenes (grupo A)

Cocos Gram-positivos em cadeias

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Catalase negativa, PYR positiva
  • Sensível a bacitracina (disco 0,04 U)
  • Látex grupo A de Lancefield

Como cresce

  • Ágar sangue de carneiro: colônias pequenas, translúcidas, beta-hemólise ampla
  • 35–37 °C com 5% CO₂, 18–24 h

Importância Clínica

  • Faringoamigdalite, escarlatina, erisipela, fasciíte necrotizante

Resistência Intrínseca

  • Aztreonam, colistina, aminoglicosídeos (baixo nível) e sulfonamidas sem atividade clínica

Alertas de Bancada

  • Nunca houve relato de resistência à penicilina — reportar S sem testar
  • Testar macrolídeos e clindamicina (com D-test) para alérgicos

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa faringoamigdalite aguda, impetigo, erisipela e celulite, além de escarlatina mediada por toxina eritrogênica.
  • Provoca infecções invasivas graves, incluindo fascite necrosante e síndrome do choque tóxico estreptocócico.
  • Está associado a sequelas pós-infecciosas não supurativas: febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Amostras e coleta

  • Swab de orofaringe deve tocar ambas as tonsilas e a parede posterior da faringe, evitando contato com língua e mucosa oral.
  • Testes rápidos de detecção de antígeno têm alta especificidade, mas resultado negativo em criança deve ser confirmado por cultura.
  • Em suspeita de infecção invasiva, hemoculturas e cultura de tecido profundo (fascite) devem ser colhidas antes da antibioticoterapia.

Epidemiologia e populações de risco

  • A faringite estreptocócica acomete predominantemente crianças de 5 a 15 anos, com transmissão por gotículas respiratórias.
  • Doença invasiva grave é mais comum em idosos, diabéticos, usuários de drogas injetáveis e pessoas com varicela recente.
  • Surtos de infecção invasiva por grupo A têm sido reportados globalmente em anos recentes, com aumento de notificações em vigilância.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Não foi descrita resistência à penicilina, que permanece o tratamento de escolha para todas as apresentações clínicas.
  • Resistência a macrolídeos (eritromicina/azitromicina) é variável por região e relevante para pacientes alérgicos à penicilina.
  • Em infecção invasiva grave, associa-se clindamicina à penicilina pelo efeito de supressão da produção de toxinas (efeito Eagle).

Notas de bancada e laudo

  • Beta-hemólise completa em ágar-sangue e sensibilidade à bacitracina (disco) sustentam a identificação presuntiva de grupo A.
  • Aglutinação em látex para o antígeno de grupo de Lancefield confirma a classificação sorológica quando disponível.
  • Testes de sensibilidade a macrolídeos e clindamicina, com D-test para resistência induzível, devem ser realizados em isolados de infecção invasiva.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Streptococcus pyogenes (grupo A) no laboratório?

A identificação de Streptococcus pyogenes (grupo A) envolve catalase negativa, pyr positiva, sensível a bacitracina (disco 0,04 u), látex grupo a de lancefield.

Quais as resistências intrínsecas de Streptococcus pyogenes (grupo A)?

Streptococcus pyogenes (grupo A) é naturalmente resistente a aztreonam, colistina, aminoglicosídeos (baixo nível) e sulfonamidas sem atividade clínica. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Streptococcus pyogenes (grupo A) é comumente encontrado?

É comumente associado a faringoamigdalite, escarlatina, erisipela, fasciíte necrotizante.

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