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Cocos Gram-positivos

Streptococcus pneumoniae

Diplococos Gram-positivos lanceolados

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Catalase negativa, alfa-hemólise
  • Sensível a optoquina (disco P), solúvel em bile

Como cresce

  • Ágar sangue com 5% CO₂: colônias mucoides, umbilicadas, alfa-hemolíticas
  • 35 °C, 18–24 h; autólise após 48 h

Importância Clínica

  • Pneumonia adquirida na comunidade, otite, sinusite, meningite

Resistência Intrínseca

  • Aztreonam, colistina, aminoglicosídeos e sulfonamidas sem atividade

Alertas de Bancada

  • Triagem com oxacilina 1 µg: halo < 20 mm exige CIM de penicilina
  • Interpretação de penicilina depende do sítio (meníngeo vs. não meníngeo)
  • Usar Mueller-Hinton com sangue e CO₂ no antibiograma

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Principal causa bacteriana de pneumonia adquirida na comunidade, otite média aguda e sinusite.
  • Causa meningite bacteriana grave em adultos e crianças, com alta letalidade e sequelas neurológicas.
  • Provoca bacteremia oculta e sepse, particularmente em esplenectomizados e imunossuprimidos.

Amostras e coleta

  • Escarro de boa qualidade (poucas células epiteliais, muitos leucócitos) deve ser processado rapidamente, pois o organismo é autolítico e frágil.
  • Líquor deve ser transportado imediatamente à temperatura ambiente, sem refrigeração, para preservar viabilidade.
  • Hemoculturas devem ser colhidas antes da antibioticoterapia em todo paciente com suspeita de pneumonia grave ou meningite.

Epidemiologia e populações de risco

  • Crianças menores de 2 anos e adultos acima de 65 anos têm maior incidência de doença pneumocócica invasiva.
  • A vacinação conjugada pneumocócica reduziu significativamente a doença invasiva por sorotipos vacinais em populações pediátricas.
  • Asplenia funcional ou anatômica, HIV e doenças pulmonares crônicas aumentam substancialmente o risco de infecção invasiva.

Resistência e implicações terapêuticas

  • A resistência à penicilina ocorre por alteração de proteínas ligadoras de penicilina (PBPs), sendo dose e sítio-dependente (meningite exige categorização mais rigorosa).
  • Resistência a macrolídeos é comum e pode ser mediada por efluxo (mefA) ou metilação ribossômica (ermB), esta última conferindo alto nível de resistência.
  • EUCAST/BrCAST recomendam categorização de penicilina distinta para meningite versus outras infecções, devido à penetração liquórica limitada.

Notas de bancada e laudo

  • Colônias alfa-hemolíticas com depressão central ("em moeda") e sensibilidade à optoquina (disco) sustentam identificação presuntiva.
  • Solubilidade em bile positiva diferencia S. pneumoniae de estreptococos viridans alfa-hemolíticos optoquina-resistentes.
  • Isolados de líquor e sangue exigem teste de sensibilidade à penicilina com categorização específica para o sítio de infecção.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Streptococcus pneumoniae no laboratório?

A identificação de Streptococcus pneumoniae envolve catalase negativa, alfa-hemólise, sensível a optoquina (disco p), solúvel em bile.

Quais as resistências intrínsecas de Streptococcus pneumoniae?

Streptococcus pneumoniae é naturalmente resistente a aztreonam, colistina, aminoglicosídeos e sulfonamidas sem atividade. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Streptococcus pneumoniae é comumente encontrado?

É comumente associado a pneumonia adquirida na comunidade, otite, sinusite, meningite.

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