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Cocos Gram-positivos

Streptococcus mitis / oralis

Cocos Gram-positivos em cadeias

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Alfa-hemolíticos, optoquina resistentes, bile-solubilidade negativa
  • MALDI-TOF pode confundir com S. pneumoniae — confirmar optoquina/bile

Como cresce

  • Ágar sangue com 5% CO₂, 18–24 h

Importância Clínica

  • Endocardite subaguda de válvula nativa
  • Bacteremia e mucosite em neutropênicos

Resistência Intrínseca

  • Aztreonam, colistina e ácido nalidíxico sem atividade

Alertas de Bancada

  • Resistência a penicilina é comum: reportar CIM, nunca só o disco
  • Distinguir de pneumococo é obrigatório antes de liberar o laudo

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Principal causa de endocardite infecciosa de válvula nativa dentro do grupo viridans, especialmente após procedimentos dentários.
  • Causa bacteriemia neutropênica grave em pacientes com mucosite oral pós-quimioterapia.
  • Pode estar associado à síndrome do choque estreptocócico em contexto de neutropenia febril.

Amostras e coleta

  • Hemoculturas seriadas antes de antibioticoterapia são essenciais para diagnóstico de endocardite pelos critérios de Duke.
  • Amostra de válvula cardíaca excisada deve ser enviada para cultura e, se disponível, PCR de 16S rRNA.
  • Swabs orais não são úteis para diagnóstico etiológico de bacteriemia, dado o estado de colonização normal.

Epidemiologia e populações de risco

  • Coloniza a cavidade oral como parte da microbiota normal, particularmente a superfície dentária e mucosa.
  • Pacientes com valvulopatia prévia ou próteses valvares têm risco aumentado de endocardite após bacteriemia transitória.
  • Pacientes oncológicos neutropênicos com mucosite constituem população de alto risco para bacteriemia grave.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Resistência à penicilina em estreptococos do grupo mitis está aumentando globalmente e deve ser testada por CIM.
  • Isolados com sensibilidade reduzida à penicilina requerem terapia combinada com aminoglicosídeo em endocardite.
  • Vancomicina é opção em pacientes com alergia a betalactâmicos ou isolados resistentes.

Notas de bancada e laudo

  • Alfa-hemólise em ágar sangue e ausência de fator de virulência típico de S. pneumoniae (optoquina-resistente) ajudam na diferenciação.
  • Identificação de espécie precisa dentro do grupo mitis é difícil por métodos fenotípicos, sendo recomendado MALDI-TOF ou sequenciamento genético.
  • Testar sensibilidade à penicilina por método quantitativo (CIM) em todo isolado de sangue ou líquor.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Streptococcus mitis / oralis no laboratório?

A identificação de Streptococcus mitis / oralis envolve alfa-hemolíticos, optoquina resistentes, bile-solubilidade negativa, maldi-tof pode confundir com s. pneumoniae — confirmar optoquina/bile.

Quais as resistências intrínsecas de Streptococcus mitis / oralis?

Streptococcus mitis / oralis é naturalmente resistente a aztreonam, colistina e ácido nalidíxico sem atividade. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Streptococcus mitis / oralis é comumente encontrado?

É comumente associado a endocardite subaguda de válvula nativa, bacteremia e mucosite em neutropênicos.

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