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Cocos Gram-positivos

Streptococcus gallolyticus (antigo S. bovis)

Cocos Gram-positivos em cadeias curtas

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Grupo D positivo, bile-esculina positiva, cresce sem 6,5% NaCl (difere de Enterococcus)
  • PYR negativo

Como cresce

  • Ágar sangue, 35–37 °C, CO2; colônias alfa ou não hemolíticas

Importância Clínica

  • Endocardite e bacteremia associadas a neoplasia de cólon
  • Infecção hepatobiliar

Resistência Intrínseca

  • Baixa atividade de aminoglicosídeos isolados

Alertas de Bancada

  • Isolamento em hemocultura obriga sinalizar investigação de colonoscopia
  • Não confundir com Enterococcus: teste de NaCl 6,5% é o divisor

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa endocardite infecciosa, frequentemente acometendo válvulas nativas em pacientes idosos.
  • Bacteremia por S. gallolyticus está fortemente associada a neoplasia colorretal subjacente, mesmo assintomática.
  • Pode causar meningite e abscessos em casos raros, especialmente em populações com doença hepatobiliar de base.

Amostras e coleta

  • Hemoculturas seriadas são essenciais para diagnóstico de bacteremia e endocardite, conforme critérios de Duke modificados.
  • Ecocardiograma transesofágico é recomendado em todo paciente com bacteremia confirmada por este organismo, dada a forte associação com endocardite.
  • Colonoscopia deve ser indicada em todo caso de bacteremia ou endocardite confirmada, para investigação de neoplasia colorretal.

Epidemiologia e populações de risco

  • Associação bem estabelecida entre bacteremia/endocardite por este organismo e adenoma ou carcinoma colorretal justifica investigação sistemática.
  • Pacientes idosos e com doença hepática crônica apresentam maior incidência de bacteremia por este microrganismo.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Permanece geralmente muito sensível à penicilina, que é a base do tratamento para endocardite não complicada.
  • Combinação com aminoglicosídeo pode ser considerada em endocardite para sinergismo bactericida, conforme diretrizes de manejo de endocardite.
  • Ceftriaxona é alternativa eficaz em pacientes com alergia leve a penicilina ou para facilitar tratamento ambulatorial.

Notas de bancada e laudo

  • Reclassificação taxonômica de Streptococcus bovis para o complexo S. gallolyticus deve ser refletida corretamente no laudo microbiológico.
  • Identificação em nível de subespécie (gallolyticus vs. pasteurianus) tem relevância clínica pela diferença na força de associação com neoplasia colorretal.
  • Laudo de hemocultura positiva para este organismo deve recomendar investigação colonoscópica ao clínico assistente.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Streptococcus gallolyticus (antigo S. bovis) no laboratório?

A identificação de Streptococcus gallolyticus (antigo S. bovis) envolve grupo d positivo, bile-esculina positiva, cresce sem 6,5% nacl (difere de enterococcus), pyr negativo.

Quais as resistências intrínsecas de Streptococcus gallolyticus (antigo S. bovis)?

Streptococcus gallolyticus (antigo S. bovis) é naturalmente resistente a baixa atividade de aminoglicosídeos isolados. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Streptococcus gallolyticus (antigo S. bovis) é comumente encontrado?

É comumente associado a endocardite e bacteremia associadas a neoplasia de cólon, infecção hepatobiliar.

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