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Cocos Gram-positivos

Streptococcus dysgalactiae (grupos C e G)

Cocos Gram-positivos em cadeias

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Beta-hemolíticos, catalase negativa
  • Látex de Lancefield positivo para grupo C ou G
  • Colônias grandes (> 0,5 mm), diferentes dos estreptococos do grupo anginosus

Como cresce

  • Ágar sangue, 35–37 °C, 5% CO2, 18–24 h; beta-hemólise ampla

Importância Clínica

  • Celulite, erisipela, infecção de partes moles em diabéticos
  • Bacteremia, artrite séptica e faringite em adultos

Resistência Intrínseca

  • Nunca reportar sensibilidade a aminoglicosídeos isolados
  • Sem resistência descrita a penicilina — resultado R exige repetição

Alertas de Bancada

  • Penicilina permanece de escolha; testar clindamicina com D-test
  • Diferenciar do grupo anginosus (colônias pequenas, odor de caramelo)

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa faringite, celulite, erisipela e infecções de tecidos moles, com apresentação clínica semelhante à do Streptococcus pyogenes.
  • Pode causar bacteremia, endocardite infecciosa e artrite séptica, especialmente em pacientes idosos e com comorbidades.
  • Casos de fasceíte necrotizante e síndrome do choque tóxico estreptocócico têm sido descritos, semelhantes aos causados pelo grupo A.

Amostras e coleta

  • Swab de orofaringe é indicado em faringite, embora menos padronizado que para Streptococcus pyogenes.
  • Hemoculturas devem ser coletadas em suspeita de bacteremia ou endocardite, com atenção a foco cutâneo primário.
  • Cultura de tecido profundo ou líquido articular é indicada em suspeita de infecção invasiva de partes moles ou articular.

Epidemiologia e populações de risco

  • Adultos idosos com diabetes, doença vascular periférica ou linfedema apresentam maior risco de infecção de pele e tecidos moles recorrente.
  • Incidência de doença invasiva tem aumentado em populações idosas e imunocomprometidas nas últimas décadas.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Permanece universalmente sensível à penicilina, que é o antimicrobiano de escolha para infecções confirmadas.
  • Resistência a macrolídeos e clindamicina tem sido relatada em proporção variável de isolados, exigindo teste de sensibilidade antes do uso.
  • Terapia combinada com clindamicina é considerada em infecção invasiva grave para reduzir produção de toxinas.

Notas de bancada e laudo

  • Beta-hemólise em ágar sangue e agrupamento sorológico de Lancefield (grupo C ou G) auxiliam na identificação de rotina.
  • Diferenciação de Streptococcus dysgalactiae subsp. equisimilis de outras espécies beta-hemolíticas requer testes bioquímicos complementares ou espectrometria de massa.
  • Teste de sensibilidade à clindamicina por método de difusão em disco duplo (D-test) é recomendado antes de indicar a droga em monoterapia.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Streptococcus dysgalactiae (grupos C e G) no laboratório?

A identificação de Streptococcus dysgalactiae (grupos C e G) envolve beta-hemolíticos, catalase negativa, látex de lancefield positivo para grupo c ou g, colônias grandes (> 0,5 mm), diferentes dos estreptococos do grupo anginosus.

Quais as resistências intrínsecas de Streptococcus dysgalactiae (grupos C e G)?

Streptococcus dysgalactiae (grupos C e G) é naturalmente resistente a nunca reportar sensibilidade a aminoglicosídeos isolados, sem resistência descrita a penicilina — resultado r exige repetição. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Streptococcus dysgalactiae (grupos C e G) é comumente encontrado?

É comumente associado a celulite, erisipela, infecção de partes moles em diabéticos, bacteremia, artrite séptica e faringite em adultos.

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