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Cocos Gram-positivos

Streptococcus do grupo viridans

Cocos Gram-positivos em cadeias

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Catalase negativa, alfa-hemólise, resistente a optoquina, bile-insolúvel
  • Diferenciar de pneumococo é obrigatório

Como cresce

  • Ágar sangue, 35 °C com CO₂, 24–48 h; colônias pequenas alfa-hemolíticas

Importância Clínica

  • Endocardite subaguda, abscessos, bacteremia em neutropênicos (grupo mitis)

Resistência Intrínseca

  • Aztreonam, colistina, aminoglicosídeos em baixo nível sem atividade

Alertas de Bancada

  • Resistência a penicilina não é rara — sempre determinar CIM em endocardite
  • Comum como contaminante de hemocultura de coleta única

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Principal causa de endocardite infecciosa subaguda em válvulas nativas, frequentemente após procedimentos odontológicos.
  • Causa bacteremia neutropênica grave em pacientes oncológicos com mucosite induzida por quimioterapia.
  • Streptococcus anginosus/milleri group está associado a abscessos piogênicos profundos (cerebral, hepático, pulmonar).

Amostras e coleta

  • Três a seis conjuntos de hemoculturas colhidos ao longo do tempo são recomendados para diagnóstico de endocardite subaguda.
  • Material de abscesso deve ser colhido por aspiração ou drenagem cirúrgica, incluindo cultura para anaeróbios.

Epidemiologia e populações de risco

  • Fazem parte da microbiota normal da orofaringe, sendo liberados na corrente sanguínea após trauma de mucosa (escovação, procedimentos dentários).
  • Pacientes com valvopatia prévia ou próteses valvares têm risco aumentado de endocardite após bacteremia transitória.
  • Pacientes neutropênicos com mucosite grave por quimioterapia constituem grupo de alto risco para bacteremia fulminante.

Resistência e implicações terapêuticas

  • A sensibilidade à penicilina é variável e deve ser sempre testada individualmente, pois cepas com sensibilidade reduzida não são infrequentes.
  • Em endocardite, a combinação de beta-lactâmico com aminoglicosídeo pode ser usada para sinergismo em cepas com sensibilidade reduzida à penicilina.
  • Cepas do grupo anginosus/milleri tendem a permanecer mais previsivelmente sensíveis à penicilina que outras espécies do grupo viridans.

Notas de bancada e laudo

  • Colônias alfa-hemolíticas, optoquina-resistentes e insolúveis em bile diferenciam este grupo de S. pneumoniae.
  • A identificação em nível de espécie (MALDI-TOF ou sequenciamento) é recomendada em isolados de sangue por sua relevância prognóstica em endocardite.
  • Teste de sensibilidade à penicilina com CIM deve constar no laudo de todo isolado de hemocultura relevante para endocardite.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Streptococcus do grupo viridans no laboratório?

A identificação de Streptococcus do grupo viridans envolve catalase negativa, alfa-hemólise, resistente a optoquina, bile-insolúvel, diferenciar de pneumococo é obrigatório.

Quais as resistências intrínsecas de Streptococcus do grupo viridans?

Streptococcus do grupo viridans é naturalmente resistente a aztreonam, colistina, aminoglicosídeos em baixo nível sem atividade. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Streptococcus do grupo viridans é comumente encontrado?

É comumente associado a endocardite subaguda, abscessos, bacteremia em neutropênicos (grupo mitis).

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