Streptococcus do grupo anginosus (S. anginosus, constellatus, intermedius)
Cocos Gram-positivos em cadeias curtas
Identificação e Crescimento
Identificação
- Colônias minúsculas com odor característico de caramelo/butterscotch
- Hemólise variável (alfa, beta ou ausente); antígeno de Lancefield A, C, F ou G
Como cresce
- Ágar sangue com 5% CO₂, 24–48 h; colônias < 0,5 mm
Importância Clínica
- Abscesso — hepático, cerebral, pulmonar e de cabeça e pescoço
- Empiema e infecção odontogênica
Resistência Intrínseca
- Aztreonam, colistina, ácido nalidíxico e aminoglicosídeos isolados sem atividade
Alertas de Bancada
- Isolamento em material profundo indica abscesso: avisar a clínica
- Não confundir com viridans comum — a espécie muda a conduta cirúrgica
Notas Clínicas
Apresentações clínicas
- Grupo anginosus é fortemente associado à formação de abscessos piogênicos profundos, incluindo abscesso cerebral, hepático e pulmonar.
- Causa empiema pleural e mediastinite, frequentemente em infecções polimicrobianas.
- Pode causar endocardite infecciosa e bacteriemia associada a neoplasias gastrointestinais.
- Envolvido em infecções odontogênicas e de cabeça e pescoço.
Amostras e coleta
- Aspirado de abscesso obtido por drenagem guiada por imagem é a amostra de escolha, coletado em frasco anaeróbio.
- Hemoculturas devem ser coletadas antes do início de antimicrobianos em suspeita de bacteriemia.
- Cultura deve incluir incubação prolongada e atmosfera de CO2, pois o crescimento pode ser lento.
Epidemiologia e populações de risco
- Faz parte da microbiota oral, gastrointestinal e genital humana.
- Pacientes com doença periodontal, neoplasia colorretal ou imunossupressão têm risco aumentado de infecção invasiva.
- Bacteriemia por este grupo deve motivar investigação de foco abdominal oculto.
Resistência e implicações terapêuticas
- Geralmente sensível à penicilina, que permanece o tratamento de escolha para infecções não complicadas.
- Resistência a macrolídeos e clindamicina é relatada e deve ser testada individualmente.
- Drenagem do abscesso é essencial e frequentemente indispensável ao sucesso terapêutico, independente da antibioticoterapia.
Notas de bancada e laudo
- Colônias pequenas com odor característico de caramelo/butterscotch auxiliam no reconhecimento presuntivo em ágar sangue.
- Identificação de espécie dentro do grupo por MALDI-TOF ou sequenciamento é recomendada para correlação clínica.
- Relatar isolamento de hemocultura como potencialmente significativo, dado o baixo potencial de contaminação em comparação a estreptococos viridans.
Fontes
- PubMed — Streptococcus anginosus group clinical review
- EUCAST — Clinical breakpoints
- CDC — Streptococcal disease
Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.
FAQ: Perguntas Frequentes
Como identificar Streptococcus do grupo anginosus (S. anginosus, constellatus, intermedius) no laboratório?
A identificação de Streptococcus do grupo anginosus (S. anginosus, constellatus, intermedius) envolve colônias minúsculas com odor característico de caramelo/butterscotch, hemólise variável (alfa, beta ou ausente); antígeno de lancefield a, c, f ou g.
Quais as resistências intrínsecas de Streptococcus do grupo anginosus (S. anginosus, constellatus, intermedius)?
Streptococcus do grupo anginosus (S. anginosus, constellatus, intermedius) é naturalmente resistente a aztreonam, colistina, ácido nalidíxico e aminoglicosídeos isolados sem atividade. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.
Onde Streptococcus do grupo anginosus (S. anginosus, constellatus, intermedius) é comumente encontrado?
É comumente associado a abscesso — hepático, cerebral, pulmonar e de cabeça e pescoço, empiema e infecção odontogênica.
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