Voltar para o bancoCocos Gram-positivos
Streptococcus agalactiae (grupo B)
Cocos Gram-positivos em cadeias
Identificação e Crescimento
Identificação
- Catalase negativa, CAMP-teste positivo, hipurato positivo
- Resistente a bacitracina, látex grupo B
Como cresce
- Ágar sangue: colônias acinzentadas com halo estreito de beta-hemólise
- Caldo Todd-Hewitt seletivo para triagem de gestantes; 35–37 °C, CO₂
Importância Clínica
- Colonização vaginal/retal em gestantes, sepse neonatal precoce, infecção urinária
Resistência Intrínseca
- Aztreonam, colistina, aminoglicosídeos em baixo nível sem atividade
Alertas de Bancada
- Triagem de 35–37 semanas exige caldo de enriquecimento
- Em alérgicas à penicilina, testar clindamicina com D-test
Notas Clínicas
Apresentações clínicas
- Causa sepse neonatal precoce (primeiras 24-48h de vida) e tardia (até 3 meses), incluindo meningite.
- Em adultos, provoca infecções urinárias, de pele e partes moles, bacteremia e osteomielite, especialmente em diabéticos e idosos.
- Coloniza o trato genital feminino de forma assintomática, sendo a principal preocupação obstétrica de transmissão vertical.
Amostras e coleta
- Rastreamento pré-natal (35-37 semanas) usa swab combinado vaginal-retal em meio de transporte, semeado em caldo seletivo (Todd-Hewitt ou LIM).
- Hemocultura e cultura de líquor são mandatórias em neonato com sinais de sepse ou meningite.
- Amostras de ferida e urina em adultos devem seguir técnica asséptica padrão para evitar contaminação por flora perineal.
Epidemiologia e populações de risco
- Aproximadamente 10-30% das gestantes são colonizadas no trato genital ou gastrointestinal, variando por população.
- A profilaxia intraparto reduziu drasticamente a incidência de doença neonatal precoce em países com rastreamento universal.
- Adultos com diabetes, obesidade, câncer ou insuficiência hepática têm risco aumentado de infecção invasiva.
Resistência e implicações terapêuticas
- Permanece universalmente sensível à penicilina, que é o antimicrobiano de escolha para profilaxia e tratamento.
- Resistência à clindamicina e eritromicina é comum e crescente, exigindo teste de sensibilidade e D-test em gestantes alérgicas à penicilina.
- Em alérgicas graves à penicilina com isolado resistente a clindamicina, a vancomicina é a alternativa recomendada para profilaxia intraparto.
Notas de bancada e laudo
- Beta-hemólise estreita em ágar-sangue e teste CAMP positivo (sinergismo com toxina estafilocócica) sustentam identificação presuntiva.
- Aglutinação em látex para o antígeno do grupo B de Lancefield confirma a espécie quando disponível.
- O laudo de rastreamento pré-natal deve incluir teste de sensibilidade a clindamicina/eritromicina com D-test sempre que a gestante for alérgica à penicilina.
Fontes
Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.
FAQ: Perguntas Frequentes
Como identificar Streptococcus agalactiae (grupo B) no laboratório?
A identificação de Streptococcus agalactiae (grupo B) envolve catalase negativa, camp-teste positivo, hipurato positivo, resistente a bacitracina, látex grupo b.
Quais as resistências intrínsecas de Streptococcus agalactiae (grupo B)?
Streptococcus agalactiae (grupo B) é naturalmente resistente a aztreonam, colistina, aminoglicosídeos em baixo nível sem atividade. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.
Onde Streptococcus agalactiae (grupo B) é comumente encontrado?
É comumente associado a colonização vaginal/retal em gestantes, sepse neonatal precoce, infecção urinária.
Interpretador de AntibiogramaConsulte os pontos de corte BrCAST 2026Interpretador de RugaiFerramentas de identificação bioquímica
Quer o Kit de Bancada gratuito?
Cadastre seu e-mail para receber o PDF: ágares, Gram, Rugai, diluições e checklist de antibiograma.