Voltar para o bancoCocos Gram-positivos
Staphylococcus saprophyticus
Cocos Gram-positivos em cachos
Identificação e Crescimento
Identificação
- Catalase positiva, coagulase negativa
- Resistente a novobiocina (disco 5 µg) — característica definidora
Como cresce
- Ágar sangue e CLED; colônias brancas a levemente amareladas, 35–37 °C/24 h
Importância Clínica
- Cistite em mulheres jovens sexualmente ativas, contexto ambulatorial
Resistência Intrínseca
- Aztreonam, colistina e ácido nalidíxico sem atividade
Alertas de Bancada
- Considerar significativo mesmo em contagens baixas na urocultura
- Reportar como resistente a fosfomicina e a ácido nalidíxico não é necessário — seguir o painel urinário
Notas Clínicas
Apresentações clínicas
- Causa cistite aguda não complicada e, mais raramente, pielonefrite em mulheres jovens sexualmente ativas.
- Os sintomas são indistinguíveis clinicamente de infecções urinárias por Enterobacterales, exigindo diagnóstico laboratorial.
- Bacteremia é rara e ocorre predominantemente em contexto de manipulação urológica ou infecção urinária complicada.
Amostras e coleta
- Urina de jato médio colhida com técnica asséptica é a amostra padrão; deve ser processada em até 2 horas ou refrigerada.
- Contagens de colônias mais baixas que o habitual para Enterobacterales ainda podem ser clinicamente significativas neste organismo.
- A urocultura deve ser semeada em ágar CLED ou MacConkey/ágar-sangue para permitir diferenciação morfológica adequada.
Epidemiologia e populações de risco
- É a segunda causa mais comum de infecção urinária não complicada em mulheres jovens, atrás apenas de E. coli.
- Apresenta sazonalidade, com picos de incidência no verão em algumas séries epidemiológicas.
- Raramente acomete homens, idosos ou pacientes hospitalizados, ao contrário de outros estafilococos coagulase-negativos.
Resistência e implicações terapêuticas
- É intrinsecamente resistente à novobiocina, característica fenotípica usada historicamente para diferenciação de outros estafilococos coagulase-negativos.
- A maioria dos isolados permanece sensível à meticilina/oxacilina e a antimicrobianos urinários usuais, diferindo do perfil de S. epidermidis hospitalar.
- A escolha terapêutica é guiada pelos mesmos princípios de infecção urinária não complicada, sem necessidade de testes de resistência induzível.
Notas de bancada e laudo
- Coagulase-negativa, catalase-positiva e resistente à novobiocina (disco de 5 µg) são os critérios fenotípicos-chave de identificação presuntiva.
- Diferentemente de outros CoNS, seu isolamento em urocultura de paciente sintomático geralmente é considerado clinicamente significativo mesmo sem repetição.
- MALDI-TOF fornece identificação de espécie mais rápida e confiável que provas bioquímicas convencionais.
Fontes
- PMC — Update on Coagulase-Negative Staphylococci—What the Clinician Should Know
- EUCAST — Expected Phenotypes
Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.
FAQ: Perguntas Frequentes
Como identificar Staphylococcus saprophyticus no laboratório?
A identificação de Staphylococcus saprophyticus envolve catalase positiva, coagulase negativa, resistente a novobiocina (disco 5 µg) — característica definidora.
Quais as resistências intrínsecas de Staphylococcus saprophyticus?
Staphylococcus saprophyticus é naturalmente resistente a aztreonam, colistina e ácido nalidíxico sem atividade. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.
Onde Staphylococcus saprophyticus é comumente encontrado?
É comumente associado a cistite em mulheres jovens sexualmente ativas, contexto ambulatorial.
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