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Cocos Gram-positivos

Staphylococcus lugdunensis

Cocos Gram-positivos em cachos

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Coagulase em tubo negativa, mas clumping factor (látex) frequentemente positivo
  • Ornitina descarboxilase e PYR positivos

Como cresce

  • Ágar sangue: colônias com hemólise discreta, odor característico, 24 h a 35 °C

Importância Clínica

  • Endocardite agressiva, infecção de pele e de prótese — comporta-se como S. aureus

Resistência Intrínseca

  • Aztreonam, colistina e ácido nalidíxico sem atividade

Alertas de Bancada

  • Nunca tratar como contaminante
  • Interpretar oxacilina/cefoxitina pelos critérios de S. aureus, não de coagulase-negativos

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Comporta-se clinicamente de forma mais agressiva que outros estafilococos coagulase-negativos, semelhante a S. aureus.
  • Causa endocardite nativa e protética de curso fulminante, com destruição valvar rápida.
  • Está associado a infecções de pele e partes moles, osteomielite e infecções de dispositivos ortopédicos.

Amostras e coleta

  • Hemoculturas seriadas são essenciais quando há suspeita de endocardite, dada a evolução clínica rápida.
  • Amostras de tecido ósseo ou articular devem ser colhidas cirurgicamente e enviadas sem atraso para maximizar recuperação.

Epidemiologia e populações de risco

  • Coloniza a região perineal e inguinal, diferente de S. epidermidis que predomina em regiões superiores do corpo.
  • Pacientes com próteses valvares ou articulares são particularmente vulneráveis a infecções graves por este organismo.

Resistência e implicações terapêuticas

  • A maioria dos isolados é sensível à meticilina/oxacilina, ao contrário do padrão predominantemente resistente de outros CoNS hospitalares.
  • Devido ao comportamento clínico agressivo, deve ser tratado com o mesmo rigor terapêutico de S. aureus, apesar de ser CoNS.

Notas de bancada e laudo

  • Pode ser confundido com S. aureus por produzir um fator de aglutinação (clumping factor) que gera teste de coagulase em látex falsamente positivo.
  • O teste de DNase é tipicamente negativo, ajudando a diferenciá-lo de S. aureus quando o teste de látex é ambíguo.
  • O laudo deve alertar clinicamente para o comportamento invasivo do organismo, mesmo sendo identificado como coagulase-negativo.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Staphylococcus lugdunensis no laboratório?

A identificação de Staphylococcus lugdunensis envolve coagulase em tubo negativa, mas clumping factor (látex) frequentemente positivo, ornitina descarboxilase e pyr positivos.

Quais as resistências intrínsecas de Staphylococcus lugdunensis?

Staphylococcus lugdunensis é naturalmente resistente a aztreonam, colistina e ácido nalidíxico sem atividade. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Staphylococcus lugdunensis é comumente encontrado?

É comumente associado a endocardite agressiva, infecção de pele e de prótese — comporta-se como s. aureus.

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