Voltar para o bancoCocos Gram-positivos
Staphylococcus haemolyticus
Cocos Gram-positivos em cachos
Identificação e Crescimento
Identificação
- Catalase positiva, coagulase negativa, novobiocina sensível
- Identificação de espécie por MALDI-TOF ou painel automatizado
Como cresce
- Ágar sangue: colônias brancas a acinzentadas, discreta hemólise
- 35–37 °C, aerobiose, 18–48 h
Importância Clínica
- Cateter, prótese, bacteremia em neonatologia e UTI
Resistência Intrínseca
- Aztreonam, colistina e ácido nalidíxico sem atividade sobre Gram-positivos
Alertas de Bancada
- É o estafilococo coagulase-negativo com maior taxa de resistência a glicopeptídeos reduzida — confirmar por CIM
- Meticilino-resistência (cefoxitina) muito frequente em ambiente hospitalar
Notas Clínicas
Apresentações clínicas
- Bacteremia relacionada a cateter e sepse neonatal tardia, em geral de curso subagudo.
- Infecção de prótese articular, de derivação ventricular e de outros dispositivos implantados.
- Peritonite em diálise peritoneal e infecção de sítio cirúrgico de instalação tardia.
Amostras e coleta
- Duas ou mais hemoculturas de punções distintas: uma amostra isolada não distingue infecção de contaminação de pele.
- Antissepsia com clorexidina alcoólica e tempo de secagem respeitado reduzem a principal causa de resultado falso.
- Enviar dispositivo removido para cultura quando houver suspeita de infecção associada a implante.
Epidemiologia e populações de risco
- É o estafilococo coagulase-negativo com um dos perfis de multirresistência mais elevados no ambiente hospitalar.
- Coloniza a pele de profissionais e pacientes, com disseminação clonal em UTI neonatal.
- Prematuridade, cateter central de longa permanência e antibioticoterapia prévia são os principais fatores de risco.
Resistência e implicações terapêuticas
- Resistência à oxacilina (mecA) é muito frequente: nesse caso reportar resistência a todos os beta-lactâmicos, exceto ceftarolina quando testada.
- É a espécie com maior frequência de sensibilidade reduzida a teicoplanina e a glicopeptídeos entre os coagulase-negativos.
- Como todos os Gram-positivos, é intrinsecamente resistente a aztreonam, colistina e ácido nalidíxico.
Notas de bancada e laudo
- Catalase positiva, coagulase negativa, colônias grandes e frequentemente beta-hemolíticas em ágar sangue.
- Usar cefoxitina como marcador de resistência à oxacilina e confirmar CIM de glicopeptídeo em isolados de dispositivo.
- Registrar no laudo o número de frascos positivos e o tempo até a positivação, dados que orientam a interpretação clínica.
Fontes
- EUCAST — Clinical breakpoints (v16.1)
- EUCAST — Expert rules and expected resistant phenotypes
- BrCAST — Documentos e tabelas traduzidas
Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.
FAQ: Perguntas Frequentes
Como identificar Staphylococcus haemolyticus no laboratório?
A identificação de Staphylococcus haemolyticus envolve catalase positiva, coagulase negativa, novobiocina sensível, identificação de espécie por maldi-tof ou painel automatizado.
Quais as resistências intrínsecas de Staphylococcus haemolyticus?
Staphylococcus haemolyticus é naturalmente resistente a aztreonam, colistina e ácido nalidíxico sem atividade sobre gram-positivos. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.
Onde Staphylococcus haemolyticus é comumente encontrado?
É comumente associado a cateter, prótese, bacteremia em neonatologia e uti.
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