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Vibriões e curvos

Plesiomonas shigelloides

Bacilos Gram-negativos retos

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Oxidase positiva com fermentação de glicose e inositol positivo
  • Lisina, ornitina e arginina descarboxilases positivas — tríade típica

Como cresce

  • MacConkey (lactose negativa) e ágar sangue, 35 °C, 24 h

Importância Clínica

  • Gastroenterite após água ou pescado cru; bacteremia em imunossuprimido

Resistência Intrínseca

  • Resistência intrínseca a ampicilina e a aminopenicilinas com inibidor em parte dos isolados

Alertas de Bancada

  • Pode ser confundido com Shigella pela sorologia cruzada — a oxidase resolve

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Gastroenterite aguda com diarreia aquosa ou, menos frequentemente, disenteriforme, geralmente autolimitada.
  • Infecções extraintestinais raras, incluindo bacteremia, meningite neonatal e infecção de partes moles, sobretudo em imunocomprometidos.
  • Associação frequente a viagens internacionais e a ingestão de frutos do mar crus ou água não tratada.

Amostras e coleta

  • Coprocultura com meios seletivos para enteropatógenos; o laboratório deve ser alertado quando houver suspeita clínica específica, pois não é triado por rotina.
  • Hemocultura e líquor em quadros invasivos, sobretudo em neonatos e imunocomprometidos.
  • Registrar história de viagem e consumo de frutos do mar crus na requisição para orientar a suspeita diagnóstica.

Epidemiologia e populações de risco

  • Ambiental de água doce e estuarina em regiões tropicais e subtropicais; associado a peixes e frutos do mar contaminados.
  • Maior incidência em viajantes retornando de áreas endêmicas e em crianças pequenas.
  • Doença invasiva mais frequente em neonatos, idosos e pacientes com hepatopatia ou imunossupressão.

Resistência e implicações terapêuticas

  • A gastroenterite geralmente é autolimitada e não requer antimicrobiano, exceto em casos graves, prolongados ou em populações de risco.
  • Resistência intrínseca a penicilinas por produção de beta-lactamase; fluoroquinolonas, sulfametoxazol-trimetoprima e cefalosporinas de terceira geração costumam ser ativas.
  • Sem pontos de corte específicos de espécie em EUCAST/BrCAST; conduzir a terapia por CIM e correlação clínica, documentando a limitação no laudo.

Notas de bancada e laudo

  • Bacilo Gram-negativo oxidase positivo, móvel, que pode ser confundido com Shigella em testes de aglutinação por reação cruzada de antígeno somático.
  • Cresce em ágar MacConkey como não fermentador de lactose; confirmação bioquímica ou MALDI-TOF evita identificação equivocada.
  • Isolamento fecal deve ser correlacionado com o quadro clínico, pois pode ocorrer em portadores assintomáticos em áreas endêmicas.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Plesiomonas shigelloides no laboratório?

A identificação de Plesiomonas shigelloides envolve oxidase positiva com fermentação de glicose e inositol positivo, lisina, ornitina e arginina descarboxilases positivas — tríade típica.

Quais as resistências intrínsecas de Plesiomonas shigelloides?

Plesiomonas shigelloides é naturalmente resistente a resistência intrínseca a ampicilina e a aminopenicilinas com inibidor em parte dos isolados. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Plesiomonas shigelloides é comumente encontrado?

É comumente associado a gastroenterite após água ou pescado cru; bacteremia em imunossuprimido.

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