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Anaeróbios

Peptostreptococcus / cocos Gram-positivos anaeróbios

Cocos Gram-positivos anaeróbios

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Crescimento apenas em anaerobiose, catalase negativa
  • Identificação por MALDI-TOF a partir de colônia isolada

Como cresce

  • Ágar Brucella suplementado, anaerobiose, 48–96 h; colônias pequenas e brancas

Importância Clínica

  • Abscessos polimicrobianos, infecção pélvica, pé diabético, empiema

Resistência Intrínseca

  • Resistentes a aminoglicosídeos e aztreonam

Alertas de Bancada

  • Quase sempre parte de flora mista — o laudo deve indicar 'cocos Gram-positivos anaeróbios'
  • Penicilina, amoxicilina-clavulanato e metronidazol são as opções

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Abscessos de partes moles, infecções odontogênicas e sinusite crônica, geralmente em associação polimicrobiana.
  • Infecções pélvicas femininas, endometrite e abscesso tubo-ovariano.
  • Osteomielite crônica, pé diabético e infecção de prótese articular de evolução indolente.

Amostras e coleta

  • Aspirado por seringa ou biópsia tecidual em frasco de transporte anaeróbio, com expulsão do ar.
  • Não usar swab de superfície nem amostras contaminadas por microbiota, que impossibilitam a interpretação.
  • Semear em ágar sangue suplementado e incubar em anaerobiose por 48 h antes da primeira leitura.

Epidemiologia e populações de risco

  • Fazem parte da microbiota normal da boca, intestino, pele e trato genital feminino.
  • Predomínio em situações de isquemia tecidual, corpo estranho, trauma e cirurgia contaminada.
  • Diabetes, doença vascular periférica e imunossupressão aumentam a frequência e a gravidade.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Em geral sensíveis a penicilina, beta-lactâmico com inibidor, metronidazol e carbapenêmicos.
  • Resistência à clindamicina é variável e vem aumentando: não usar como esquema empírico isolado em infecção grave.
  • Drenagem e desbridamento são parte indispensável do tratamento; o antimicrobiano isolado não resolve coleções.

Notas de bancada e laudo

  • Cocos Gram-positivos anaeróbios em cadeias curtas ou aos pares; confirmar a anaerobiose estrita com subcultura aeróbia negativa.
  • Identificação de espécie por MALDI-TOF; a nomenclatura foi reclassificada em vários gêneros (Finegoldia, Parvimonas, Anaerococcus).
  • Laudar o conjunto da cultura mista, sinalizando a presença de anaeróbios, em vez de listar isolados sem contexto.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Peptostreptococcus / cocos Gram-positivos anaeróbios no laboratório?

A identificação de Peptostreptococcus / cocos Gram-positivos anaeróbios envolve crescimento apenas em anaerobiose, catalase negativa, identificação por maldi-tof a partir de colônia isolada.

Quais as resistências intrínsecas de Peptostreptococcus / cocos Gram-positivos anaeróbios?

Peptostreptococcus / cocos Gram-positivos anaeróbios é naturalmente resistente a resistentes a aminoglicosídeos e aztreonam. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Peptostreptococcus / cocos Gram-positivos anaeróbios é comumente encontrado?

É comumente associado a abscessos polimicrobianos, infecção pélvica, pé diabético, empiema.

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