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Fastidiosos

Neisseria meningitidis

Diplococos Gram-negativos, frequentemente intracelulares no líquor

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Oxidase positiva; fermenta glicose e maltose
  • Sorogrupagem por látex (A, B, C, W, Y)

Como cresce

  • Ágar sangue e chocolate, 35 °C com CO₂, 18–24 h
  • Amostras de líquor não devem ser refrigeradas

Importância Clínica

  • Meningite e meningococcemia — emergência clínica e epidemiológica

Resistência Intrínseca

  • Vancomicina, clindamicina, linezolida, trimetoprima

Alertas de Bancada

  • Notificação compulsória imediata e profilaxia de contactantes
  • Manipular em cabine de segurança biológica classe II
  • Antibiograma em MH-F; testar penicilina por CIM

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa meningite bacteriana aguda com início súbito de febre, cefaleia, rigidez de nuca e alteração do estado mental.
  • Meningococcemia pode evoluir rapidamente para choque séptico, coagulação intravascular disseminada e púrpura fulminante.
  • Erupção petequial ou purpúrica é sinal clínico de alerta que exige tratamento antimicrobiano imediato sem aguardar confirmação laboratorial.

Amostras e coleta

  • Líquido cefalorraquidiano e hemoculturas devem ser coletados o mais rápido possível, sem atrasar o início da antibioticoterapia empírica.
  • Amostra de lesão petequial pode ser aspirada para exame direto e cultura em casos selecionados.
  • Detecção molecular (PCR) em LCR é particularmente útil quando antibióticos já foram administrados antes da coleta.

Epidemiologia e populações de risco

  • Surtos ocorrem em ambientes de contato próximo, como dormitórios universitários, quartéis e o cinturão da meningite na África subsaariana.
  • Deficiência de complemento terminal (C5-C9) e asplenia predispõem a doença meningocócica recorrente ou grave.
  • Vacinação conjugada contra sorogrupos A, C, W, Y e vacinas contra sorogrupo B reduziram a incidência de doença invasiva em populações vacinadas.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Sensibilidade reduzida à penicilina tem sido relatada em algumas regiões, reforçando o uso de cefalosporinas de terceira geração no tratamento empírico.
  • Ciprofloxacino ou rifampicina são usados para quimioprofilaxia de contatos próximos, com resistência a fluoroquinolonas relatada esporadicamente.
  • Isolados devem ter sensibilidade confirmada antes de descalonar de cefalosporina para penicilina em terapia definitiva.

Notas de bancada e laudo

  • Diplococos gram-negativos intracelulares e extracelulares no LCR à coloração de Gram são altamente sugestivos de meningite meningocócica.
  • Determinação de sorogrupo é essencial para vigilância epidemiológica e definição de necessidade de quimioprofilaxia estendida.
  • Casos suspeitos ou confirmados exigem notificação imediata às autoridades de saúde pública pelo risco de surto.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Neisseria meningitidis no laboratório?

A identificação de Neisseria meningitidis envolve oxidase positiva; fermenta glicose e maltose, sorogrupagem por látex (a, b, c, w, y).

Quais as resistências intrínsecas de Neisseria meningitidis?

Neisseria meningitidis é naturalmente resistente a vancomicina, clindamicina, linezolida, trimetoprima. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Neisseria meningitidis é comumente encontrado?

É comumente associado a meningite e meningococcemia — emergência clínica e epidemiológica.

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