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Fastidiosos

Moraxella catarrhalis

Diplococos Gram-negativos

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Oxidase positiva, DNase positiva, não fermenta açúcares
  • Colônia empurra inteira pela alça (sinal do disco de hóquei)

Como cresce

  • Ágar sangue e chocolate, 35 °C, 24 h; colônias secas e opacas

Importância Clínica

  • Otite média, sinusite, exacerbação de DPOC

Resistência Intrínseca

  • Trimetoprima, clindamicina, vancomicina, linezolida

Alertas de Bancada

  • Praticamente 100% produz beta-lactamase (BRO) — ampicilina/amoxicilina isoladas falham
  • Amoxicilina-clavulanato, macrolídeo ou cefalosporina oral são as opções

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa otite média aguda e sinusite em crianças, frequentemente como parte de infecção polimicrobiana com pneumococo e H. influenzae.
  • É causa comum de exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crônica e bronquite em adultos com doença pulmonar de base.
  • Bacteremia e pneumonia invasiva ocorrem raramente, mais em idosos imunocomprometidos ou institucionalizados.

Amostras e coleta

  • Escarro ou aspirado traqueal são as amostras usuais para investigação de exacerbação respiratória.
  • Líquido do ouvido médio obtido por timpanocentese pode ser considerado em otite média recorrente ou refratária.
  • Diferenciação de flora orofaríngea normal é necessária ao interpretar cultura de vias aéreas superiores.

Epidemiologia e populações de risco

  • Coloniza a nasofaringe de crianças pequenas de forma frequente, servindo de reservatório para infecção respiratória subsequente.
  • Pacientes com DPOC e fumantes apresentam maior taxa de colonização e exacerbação por este organismo.

Resistência e implicações terapêuticas

  • A grande maioria dos isolados produz betalactamase, conferindo resistência a ampicilina e amoxicilina isoladas.
  • Combinações com inibidor de betalactamase (amoxicilina-clavulanato) ou cefalosporinas orais são geralmente eficazes.
  • Macrolídeos e sulfametoxazol-trimetoprima são alternativas em pacientes alérgicos a betalactâmicos.

Notas de bancada e laudo

  • Diplococos gram-negativos com aspecto de 'grão de café' e teste de oxidase positivo auxiliam a identificação presuntiva.
  • Teste de betalactamase deve ser realizado rotineiramente para orientar escolha terapêutica inicial.
  • Crescimento em ágar chocolate com colônia que se desloca intacta sobre a superfície do ágar ('hockey puck sign') é característico.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Moraxella catarrhalis no laboratório?

A identificação de Moraxella catarrhalis envolve oxidase positiva, dnase positiva, não fermenta açúcares, colônia empurra inteira pela alça (sinal do disco de hóquei).

Quais as resistências intrínsecas de Moraxella catarrhalis?

Moraxella catarrhalis é naturalmente resistente a trimetoprima, clindamicina, vancomicina, linezolida. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Moraxella catarrhalis é comumente encontrado?

É comumente associado a otite média, sinusite, exacerbação de dpoc.

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