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Cocos Gram-positivos

Leuconostoc / Pediococcus spp.

Cocos Gram-positivos em pares, cadeias ou tétrades

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Catalase negativa; Leuconostoc produz gás a partir de glicose, Pediococcus não
  • LAP e PYR ajudam a separar de Enterococcus e estreptococos

Como cresce

  • Ágar sangue, 35 °C, atmosfera enriquecida, 24–48 h

Importância Clínica

  • Bacteremia associada a cateter, nutrição enteral e uso prolongado de vancomicina

Resistência Intrínseca

  • Resistência intrínseca à vancomicina (fenótipo esperado EUCAST) — não reportar glicopeptídeos

Alertas de Bancada

  • Cocos Gram-positivos vancomicina-resistentes com catalase negativa: pensar neste grupo antes de VRE

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa bacteriemia oportunista, principalmente em pacientes imunocomprometidos e neonatos prematuros.
  • Pode estar associado a infecções relacionadas a cateter e translocação intestinal.
  • Casos de meningite e abscessos são raros, mas descritos na literatura.

Amostras e coleta

  • Hemocultura é a amostra primária para diagnóstico de bacteriemia; incubação padrão geralmente suficiente.
  • Ponta de cateter deve ser cultivada quando há suspeita de infecção relacionada a dispositivo.
  • Correlação clínica é fundamental, pois o organismo pode ser contaminante de amostras de origem alimentar/láctea em manipulação.

Epidemiologia e populações de risco

  • Encontrado em produtos lácteos fermentados e como colonizante transitório do trato gastrointestinal.
  • Pacientes oncológicos, neutropênicos e usuários de nutrição parenteral total têm risco aumentado de bacteriemia.
  • Uso prévio de vancomicina é fator de risco relevante devido à resistência intrínseca do organismo.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Ambos os gêneros possuem resistência intrínseca à vancomicina, tornando este agente inadequado para tratamento empírico.
  • Ampicilina e penicilina geralmente mantêm atividade e são preferenciais quando sensibilidade confirmada.
  • Uso prévio inadequado de vancomicina empírica em bacteriemia por cocos Gram-positivos deve levantar suspeita deste organismo.

Notas de bancada e laudo

  • Resistência intrínseca à vancomicina em Gram-positivo catalase-negativo deve alertar para Leuconostoc ou Pediococcus e não para VRE.
  • MALDI-TOF é o método preferido de identificação, pois testes bioquímicos automatizados podem confundir com Leuconostoc/estreptococos.
  • Laudo deve destacar explicitamente a resistência intrínseca à vancomicina para evitar terapia inadequada.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Leuconostoc / Pediococcus spp. no laboratório?

A identificação de Leuconostoc / Pediococcus spp. envolve catalase negativa; leuconostoc produz gás a partir de glicose, pediococcus não, lap e pyr ajudam a separar de enterococcus e estreptococos.

Quais as resistências intrínsecas de Leuconostoc / Pediococcus spp.?

Leuconostoc / Pediococcus spp. é naturalmente resistente a resistência intrínseca à vancomicina (fenótipo esperado eucast) — não reportar glicopeptídeos. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Leuconostoc / Pediococcus spp. é comumente encontrado?

É comumente associado a bacteremia associada a cateter, nutrição enteral e uso prolongado de vancomicina.

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