Pular para conteúdo
Voltar para o banco
Enterobacterales

Klebsiella oxytoca

Bacilos Gram-negativos capsulados

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Indol positivo — é o que a separa de K. pneumoniae
  • Lactose positiva, imóvel, urease fraca positiva

Como cresce

  • MacConkey: colônias mucoides rosa; 35–37 °C, 18–24 h

Importância Clínica

  • Infecção urinária, bacteremia, colite hemorrágica associada a antibiótico

Resistência Intrínseca

  • Betalactamase cromossômica K1: resistência intrínseca a ampicilina, amoxicilina e ticarcilina

Alertas de Bancada

  • Hiperprodução de K1 dá resistência a piperacilina-tazobactam com cefotaxima sensível — não é ESBL

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa infecções do trato urinário, pneumonia associada a cuidados de saúde e bacteriemia associada a cateter.
  • Agente reconhecido de colite hemorrágica antibiótico-associada, distinta de Clostridioides difficile.
  • Pode causar infecções neonatais e surtos em unidades de terapia intensiva neonatal.

Amostras e coleta

  • Urina, sangue e aspirado traqueal são as amostras mais comuns conforme o sítio de infecção suspeito.
  • Fezes devem ser coletadas em suspeita de colite hemorrágica associada a antibiótico, com pesquisa de toxina de C. difficile negativa concomitante.
  • Hemoculturas antes de antimicrobianos são essenciais para investigação de bacteriemia.

Epidemiologia e populações de risco

  • Faz parte da microbiota intestinal humana normal, semelhante a K. pneumoniae.
  • Uso recente de antibióticos, especialmente penicilinas, é fator de risco para colite hemorrágica associada.
  • Pacientes hospitalizados com dispositivos invasivos têm risco aumentado de infecção associada a cuidados de saúde.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Produz betalactamase cromossômica K1 constitutiva de baixo nível, conferindo resistência natural a ampicilina.
  • Pode adquirir betalactamases de espectro estendido e carbapenemases, exigindo testes confirmatórios fenotípicos ou moleculares.
  • Perfil de sensibilidade deve orientar terapia individualizada, sem assumir suscetibilidade uniforme dentro do gênero Klebsiella.

Notas de bancada e laudo

  • Produção de indol positivo diferencia fenotipicamente de K. pneumoniae, que é indol-negativa.
  • Testar rotineiramente para ESBL e carbapenemase em isolados de sítios estéreis dado o potencial de resistência adquirida.
  • Suspeitar deste organismo em quadros de colite hemorrágica pós-antibiótico com pesquisa negativa para C. difficile.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Klebsiella oxytoca no laboratório?

A identificação de Klebsiella oxytoca envolve indol positivo — é o que a separa de k. pneumoniae, lactose positiva, imóvel, urease fraca positiva.

Quais as resistências intrínsecas de Klebsiella oxytoca?

Klebsiella oxytoca é naturalmente resistente a betalactamase cromossômica k1: resistência intrínseca a ampicilina, amoxicilina e ticarcilina. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Klebsiella oxytoca é comumente encontrado?

É comumente associado a infecção urinária, bacteremia, colite hemorrágica associada a antibiótico.

Quer o Kit de Bancada gratuito?

Cadastre seu e-mail para receber o PDF: ágares, Gram, Rugai, diluições e checklist de antibiograma.