Klebsiella aerogenes (antiga Enterobacter aerogenes)
Bacilos Gram-negativos
Identificação e Crescimento
Identificação
- Oxidase negativa, móvel, ornitina positiva, lisina positiva, urease negativa
- TSI A/A com gás
Como cresce
- MacConkey: colônias lactose-positivas, 35–37 °C, 24 h
Importância Clínica
- Infecção hospitalar respiratória, urinária e de corrente sanguínea
Resistência Intrínseca
- Ampicilina, amoxicilina-clavulanato, cefalotina e cefoxitina (AmpC cromossômica)
Alertas de Bancada
- AmpC induzível: cepa inicialmente sensível a ceftriaxona pode virar resistente durante o tratamento
- Preferir cefepima ou carbapenêmico em infecção grave
Notas Clínicas
Apresentações clínicas
- Causa infecções hospitalares como pneumonia associada à ventilação, bacteremia e infecção de trato urinário complicada.
- Está associada a infecção de ferida cirúrgica e de dispositivos intravasculares em pacientes com internação prolongada.
Amostras e coleta
- Aspirado traqueal ou lavado broncoalveolar deve ser colhido em suspeita de pneumonia associada à ventilação, com técnica que minimize contaminação de vias aéreas superiores.
- Hemoculturas devem preceder qualquer ajuste de antibioticoterapia empírica em paciente hospitalizado com sinais de sepse.
Epidemiologia e populações de risco
- Foi reclassificada taxonomicamente do gênero Enterobacter para Klebsiella com base em análises genômicas, mas mantém comportamento clínico semelhante a Enterobacter cloacae complex.
- É incluída nas listas de vigilância de Enterobacterales resistentes a carbapenêmicos (CRE) por sua capacidade de adquirir carbapenemases.
- Acomete predominantemente pacientes em unidades de terapia intensiva com exposição prévia a antimicrobianos de amplo espectro.
Resistência e implicações terapêuticas
- Possui beta-lactamase AmpC cromossômica indutível, conferindo resistência esperada a ampicilina, amoxicilina-clavulanato e cefalosporinas de primeira/segunda geração.
- Pode desenvolver resistência de alto nível a cefalosporinas de terceira geração durante o tratamento por desrepressão do gene ampC, mesmo com sensibilidade inicial in vitro.
- Isolados com carbapenemase adquirida exigem confirmação laboratorial e representam risco de disseminação hospitalar semelhante ao de Klebsiella pneumoniae.
Notas de bancada e laudo
- Bacilo Gram-negativo, lactose-fermentador, motilidade positiva, o que auxilia na diferenciação fenotípica de Klebsiella pneumoniae clássica (imóvel).
- O laudo deve alertar que cefalosporinas de terceira geração inicialmente sensíveis podem falhar clinicamente por desrepressão de AmpC.
- A identificação correta em nível de espécie (MALDI-TOF) é importante para vigilância epidemiológica de CRE, dada a reclassificação taxonômica recente.
Fontes
- CDC — CRE Surveillance Report (EIP 2023)
- PMC — A Primer on AmpC β-Lactamases
- EUCAST — Expected Phenotypes
Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.
FAQ: Perguntas Frequentes
Como identificar Klebsiella aerogenes (antiga Enterobacter aerogenes) no laboratório?
A identificação de Klebsiella aerogenes (antiga Enterobacter aerogenes) envolve oxidase negativa, móvel, ornitina positiva, lisina positiva, urease negativa, tsi a/a com gás.
Quais as resistências intrínsecas de Klebsiella aerogenes (antiga Enterobacter aerogenes)?
Klebsiella aerogenes (antiga Enterobacter aerogenes) é naturalmente resistente a ampicilina, amoxicilina-clavulanato, cefalotina e cefoxitina (ampc cromossômica). Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.
Onde Klebsiella aerogenes (antiga Enterobacter aerogenes) é comumente encontrado?
É comumente associado a infecção hospitalar respiratória, urinária e de corrente sanguínea.
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