Voltar para o bancoFastidiosos
Haemophilus influenzae
Cocobacilos Gram-negativos pequenos
Identificação e Crescimento
Identificação
- Exige fatores X (hemina) e V (NAD) — teste dos discos X, V e XV
- Satelitismo ao redor de S. aureus em ágar sangue
Como cresce
- Ágar chocolate com 5% CO₂, 35 °C, 24 h; colônias acinzentadas translúcidas
- Não cresce em ágar sangue de carneiro puro
Importância Clínica
- Otite, sinusite, exacerbação de DPOC, pneumonia, meningite (não vacinados)
Resistência Intrínseca
- Glicopeptídeos, clindamicina, linezolida, daptomicina, penicilina G
Alertas de Bancada
- Antibiograma em Mueller-Hinton Fastidious (MH-F) com CO₂
- Beta-lactamase positiva: ampicilina R — testar diretamente com nitrocefina
- BLNAR: resistência por alteração de PBP mesmo sem beta-lactamase
Notas Clínicas
Apresentações clínicas
- Causa otite média aguda, sinusite e exacerbações de doença pulmonar obstrutiva crônica, tipicamente por cepas não tipáveis.
- Cepas encapsuladas do sorotipo b (Hib) causam meningite bacteriana, epiglotite e artrite séptica, especialmente em crianças não vacinadas.
- Pode causar pneumonia comunitária e bacteremia em adultos idosos ou com doença pulmonar crônica.
Amostras e coleta
- Líquido cefalorraquidiano, hemocultura e cultura de líquido articular são indicados conforme o sítio de infecção invasiva suspeitada.
- Amostras respiratórias devem ser processadas rapidamente pois o organismo é fastidioso e sensível à dessecação.
- Cultura requer meio suplementado com fatores X e V (ágar chocolate) para crescimento adequado.
Epidemiologia e populações de risco
- A vacinação contra Hib reduziu drasticamente a incidência de doença invasiva em crianças em países com programas de imunização estabelecidos.
- Cepas não tipáveis permanecem causa comum de infecção respiratória em todas as faixas etárias, não prevenidas pela vacina conjugada.
- Esplenectomizados e pacientes com deficiências de complemento apresentam risco aumentado de doença invasiva.
Resistência e implicações terapêuticas
- Produção de betalactamase mediada por plasmídeo confere resistência a ampicilina em proporção significativa dos isolados.
- Cepas com resistência a betalactâmicos por proteínas ligadoras de penicilina alteradas (BLNAR) podem não ser detectadas apenas pelo teste de betalactamase.
- Cefalosporinas de terceira geração são preferidas empiricamente para meningite até confirmação de sensibilidade.
Notas de bancada e laudo
- Teste de satelitismo ao redor de colônias de Staphylococcus aureus em ágar sangue auxilia identificação presuntiva.
- Teste de betalactamase deve ser realizado rotineiramente em isolados invasivos para orientar terapia empírica inicial.
- Sorotipagem capsular deve ser realizada em isolados invasivos para vigilância epidemiológica pós-vacinal.
Fontes
- CDC — Haemophilus influenzae disease
- WHO — Haemophilus influenzae type b (Hib)
- EUCAST — Clinical breakpoints
Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.
FAQ: Perguntas Frequentes
Como identificar Haemophilus influenzae no laboratório?
A identificação de Haemophilus influenzae envolve exige fatores x (hemina) e v (nad) — teste dos discos x, v e xv, satelitismo ao redor de s. aureus em ágar sangue.
Quais as resistências intrínsecas de Haemophilus influenzae?
Haemophilus influenzae é naturalmente resistente a glicopeptídeos, clindamicina, linezolida, daptomicina, penicilina g. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.
Onde Haemophilus influenzae é comumente encontrado?
É comumente associado a otite, sinusite, exacerbação de dpoc, pneumonia, meningite (não vacinados).
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