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Cocos Gram-positivos

Enterococcus gallinarum / casseliflavus

Cocos Gram-positivos aos pares e cadeias curtas

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Móveis (E. gallinarum) e/ou pigmento amarelo (E. casseliflavus)
  • PYR positivo, bile-esculina positivo, crescimento em NaCl 6,5%

Como cresce

  • Ágar sangue e bile-esculina, 35–37 °C, 24 h

Importância Clínica

  • Infecção urinária, bacteremia e infecção intra-abdominal

Resistência Intrínseca

  • VanC: resistência intrínseca de baixo nível à vancomicina, com teicoplanina sensível
  • Cefalosporinas, sulfametoxazol-trimetoprim in vivo e aminoglicosídeos isolados sem atividade

Alertas de Bancada

  • Não notificar como VRE hospitalar: VanC é intrínseco e não exige precaução de contato por surto
  • Diferenciar de E. faecium VanA/VanB por motilidade, pigmento e, se possível, PCR

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa infecções do trato urinário, bacteriemia e, raramente, endocardite, similar a outras espécies de Enterococcus.
  • Associado a infecções intra-abdominais polimicrobianas em pacientes hospitalizados.
  • Infecção é geralmente menos grave e menos frequente do que por E. faecalis ou E. faecium.

Amostras e coleta

  • Urina, sangue e swab retal (para vigilância de resistência a vancomicina) são as amostras mais relevantes.
  • Hemoculturas devem ser coletadas de dois sítios distintos para avaliação de bacteriemia verdadeira.
  • Swab retal de vigilância deve ser semeado em meio seletivo cromogênico para enterococos resistentes à vancomicina.

Epidemiologia e populações de risco

  • Faz parte da microbiota intestinal normal humana e animal.
  • Possui resistência intrínseca de baixo nível à vancomicina (genes vanC), frequentemente confundida clinicamente com VRE adquirido.
  • Pacientes hospitalizados de longa permanência e imunocomprometidos são mais suscetíveis a infecções invasivas.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Apresenta resistência intrínseca de baixo nível à vancomicina mediada por vanC, não devendo ser reportada como VRE clinicamente significativo transmissível.
  • Diferenciação de vanA/vanB adquiridos é essencial para políticas de isolamento de contato hospitalar.
  • Ampicilina geralmente mantém atividade e é opção terapêutica preferencial quando sensível.

Notas de bancada e laudo

  • Motilidade e pigmentação amarela (E. casseliflavus) auxiliam na diferenciação fenotípica preliminar de outras espécies.
  • Confirmação molecular de genótipo vanC é recomendada para esclarecer mecanismo de resistência intrínseca versus adquirida.
  • Laudo deve especificar a espécie para evitar acionamento desnecessário de protocolos de VRE.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Enterococcus gallinarum / casseliflavus no laboratório?

A identificação de Enterococcus gallinarum / casseliflavus envolve móveis (e. gallinarum) e/ou pigmento amarelo (e. casseliflavus), pyr positivo, bile-esculina positivo, crescimento em nacl 6,5%.

Quais as resistências intrínsecas de Enterococcus gallinarum / casseliflavus?

Enterococcus gallinarum / casseliflavus é naturalmente resistente a vanc: resistência intrínseca de baixo nível à vancomicina, com teicoplanina sensível, cefalosporinas, sulfametoxazol-trimetoprim in vivo e aminoglicosídeos isolados sem atividade. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Enterococcus gallinarum / casseliflavus é comumente encontrado?

É comumente associado a infecção urinária, bacteremia e infecção intra-abdominal.

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