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Cocos Gram-positivos

Enterococcus faecium

Cocos Gram-positivos em cadeias curtas

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Catalase negativa, PYR positiva, bile-esculina positiva
  • Arabinose positiva

Como cresce

  • Ágar sangue e bile-esculina, 35 °C, 24–48 h

Importância Clínica

  • Bacteremia em UTI, infecção de sítio cirúrgico, colonização intestinal

Resistência Intrínseca

  • Cefalosporinas, aminoglicosídeos em baixo nível, SXT, clindamicina, aztreonam, polimixinas

Alertas de Bancada

  • Resistência a ampicilina é a regra (>80%), diferente de E. faecalis
  • VRE: triagem com vancomicina; confirmar por CIM e comunicar imediatamente à CCIH

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa bacteremia nosocomial, particularmente em pacientes imunossuprimidos, oncológicos e em unidades de terapia intensiva.
  • Está associado a infecções intra-abdominais e de trato urinário em pacientes com exposição hospitalar prévia extensa.
  • É causa relevante de endocardite em contextos de doença cardíaca estrutural e dispositivos protéticos.

Amostras e coleta

  • Hemoculturas devem ser colhidas antes de qualquer troca empírica de antimicrobiano em pacientes internados com fatores de risco para VRE.
  • Swab retal é o método padrão de vigilância ativa para colonização por Enterococcus resistente à vancomicina.

Epidemiologia e populações de risco

  • É a espécie predominante entre os isolados de Enterococcus resistentes à vancomicina em ambiente hospitalar.
  • Pacientes com internações prolongadas, uso extenso de antimicrobianos de amplo espectro e transplantados têm risco elevado de colonização/infecção por VRE.
  • A transmissão nosocomial ocorre por contato direto e superfícies contaminadas, exigindo precauções de contato.

Resistência e implicações terapêuticas

  • A maioria dos isolados clínicos é resistente à ampicilina, ao contrário de E. faecalis, restringindo severamente as opções terapêuticas.
  • A resistência à vancomicina (genes vanA/vanB) é frequente e exige confirmação laboratorial e uso de agentes alternativos como linezolida ou daptomicina.
  • Apresenta resistência intrínseca a cefalosporinas e resistência intrínseca de baixo nível a aminoglicosídeos, sendo necessário teste de alto nível para avaliar sinergismo.

Notas de bancada e laudo

  • Crescimento em bile-esculina e em NaCl 6,5%, catalase-negativo, orienta identificação de gênero antes da diferenciação de espécie.
  • A confirmação de resistência à vancomicina deve ser reportada imediatamente à comissão de controle de infecção hospitalar.
  • O laudo deve destacar resistência intrínseca a cefalosporinas e advertir sobre a alta prevalência de resistência à ampicilina nesta espécie.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Enterococcus faecium no laboratório?

A identificação de Enterococcus faecium envolve catalase negativa, pyr positiva, bile-esculina positiva, arabinose positiva.

Quais as resistências intrínsecas de Enterococcus faecium?

Enterococcus faecium é naturalmente resistente a cefalosporinas, aminoglicosídeos em baixo nível, sxt, clindamicina, aztreonam, polimixinas. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Enterococcus faecium é comumente encontrado?

É comumente associado a bacteremia em uti, infecção de sítio cirúrgico, colonização intestinal.

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