Edwardsiella tarda
Bacilos Gram-negativos móveis
Identificação e Crescimento
Identificação
- H₂S fortemente positivo, indol positivo, lactose negativa
- Perfil parecido com Salmonella, mas indol positivo
Como cresce
- MacConkey e SS; 35–37 °C, 18–24 h
Importância Clínica
- Gastroenterite e infecção de ferida ligada a água doce e pescado
- Bacteremia em hepatopatas e hemocromatose
Resistência Intrínseca
- Colistina com atividade preservada; sem resistência intrínseca relevante a betalactâmicos
Alertas de Bancada
- Em coprocultura, H₂S positivo com indol positivo afasta Salmonella
Notas Clínicas
Apresentações clínicas
- Causa gastroenterite aguda associada a ingestão de peixe ou frutos do mar crus ou mal cozidos.
- Pode causar infecções de feridas após exposição a água doce ou salgada contaminada.
- Casos graves incluem bacteriemia, abscesso hepático e infecções extraintestinais em pacientes com doença hepática crônica.
Amostras e coleta
- Amostra fecal é indicada em quadro de gastroenterite, com cultura em meios seletivos para enterobactérias entéricas.
- Swab ou aspirado de ferida deve ser coletado quando houver história de exposição aquática.
- Hemoculturas são indicadas em pacientes com doença hepática subjacente e suspeita de bacteriemia.
Epidemiologia e populações de risco
- Encontrado em ambientes aquáticos e no trato intestinal de peixes e répteis.
- Pacientes com cirrose e sobrecarga de ferro têm risco aumentado de infecção invasiva grave e abscesso hepático.
- Exposição recreacional ou ocupacional a água doce/salgada e consumo de frutos do mar crus são fatores de exposição relevantes.
Resistência e implicações terapêuticas
- Geralmente sensível a fluoroquinolonas, cefalosporinas de terceira geração e sulfametoxazol-trimetoprima.
- Antibiograma individualizado é recomendado, pois resistência adquirida tem sido relatada esporadicamente.
- Gastroenterite não complicada geralmente é autolimitada e não requer tratamento antimicrobiano sistemático.
Notas de bancada e laudo
- Produção de H2S em ágar tríplice açúcar-ferro pode gerar confusão inicial com Salmonella; identificação bioquímica adicional é necessária.
- MALDI-TOF fornece identificação confiável e rápida em comparação a painéis bioquímicos manuais.
- Correlacionar com história de exposição aquática/alimentar no laudo para apoiar significância clínica do isolado.
Fontes
- PubMed — Edwardsiella tarda infection review
- CDC — Enterobacterales infections
- EUCAST — Clinical breakpoints
Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.
FAQ: Perguntas Frequentes
Como identificar Edwardsiella tarda no laboratório?
A identificação de Edwardsiella tarda envolve h₂s fortemente positivo, indol positivo, lactose negativa, perfil parecido com salmonella, mas indol positivo.
Quais as resistências intrínsecas de Edwardsiella tarda?
Edwardsiella tarda é naturalmente resistente a colistina com atividade preservada; sem resistência intrínseca relevante a betalactâmicos. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.
Onde Edwardsiella tarda é comumente encontrado?
É comumente associado a gastroenterite e infecção de ferida ligada a água doce e pescado, bacteremia em hepatopatas e hemocromatose.
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