Pular para conteúdo
Voltar para o banco
Anaeróbios

Clostridioides difficile

Bacilos Gram-positivos esporulados

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Anaeróbio estrito, esporo subterminal
  • Diagnóstico de rotina por GDH + toxinas A/B, com PCR confirmatório

Como cresce

  • Ágar CCFA (cicloserina-cefoxitina-frutose): colônias amarelas com odor de curral, fluorescência
  • Anaerobiose, 35 °C, 48 h

Importância Clínica

  • Diarreia associada a antibiótico e colite pseudomembranosa em internados

Resistência Intrínseca

  • Cefalosporinas, aztreonam, aminoglicosídeos

Alertas de Bancada

  • Não testar fezes formadas nem repetir teste para controle de cura
  • Cultura isolada sem toxina não define doença
  • Precaução de contato e higiene com água e sabão (álcool não inativa esporo)

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa diarreia associada a antibióticos, variando de doença leve autolimitada a colite pseudomembranosa grave.
  • Complicações graves incluem megacólon tóxico, perfuração intestinal e choque séptico em casos fulminantes.
  • Recorrência da infecção ocorre em proporção significativa dos pacientes após tratamento do episódio inicial.

Amostras e coleta

  • Amostra de fezes não formadas (líquidas ou moles) é obrigatória para teste, pois amostras formadas indicam apenas colonização.
  • Algoritmo diagnóstico combinando teste de glutamato desidrogenase (GDH), toxina por imunoensaio e/ou PCR aumenta a acurácia diagnóstica.
  • Teste de cura não é recomendado, pois PCR pode permanecer positivo após resolução clínica dos sintomas.

Epidemiologia e populações de risco

  • Uso prévio de antimicrobianos de amplo espectro é o principal fator de risco, por disrupção da microbiota intestinal protetora.
  • Idade avançada, hospitalização prolongada e uso de inibidores de bomba de prótons aumentam o risco de infecção.
  • A cepa hipervirulenta ribotipo 027 está associada a surtos hospitalares com maior morbimortalidade.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Vancomicina oral e fidaxomicina são os tratamentos de primeira linha recomendados pelas diretrizes atuais, com fidaxomicina associada a menor recorrência.
  • Metronidazol é atualmente reservado para casos leves quando terapias preferenciais não estão disponíveis.
  • Transplante de microbiota fecal é opção terapêutica estabelecida para infecção recorrente múltipla.

Notas de bancada e laudo

  • Testes moleculares (PCR) detectam genes de toxina com alta sensibilidade, mas não distinguem colonização de doença ativa, exigindo correlação clínica.
  • Cultura toxigênica é considerada padrão de referência em contexto de pesquisa, mas raramente usada na rotina clínica pela demora.
  • Resultado positivo deve ser interpretado no contexto clínico de diarreia ativa para evitar tratamento de colonização assintomática.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Clostridioides difficile no laboratório?

A identificação de Clostridioides difficile envolve anaeróbio estrito, esporo subterminal, diagnóstico de rotina por gdh + toxinas a/b, com pcr confirmatório.

Quais as resistências intrínsecas de Clostridioides difficile?

Clostridioides difficile é naturalmente resistente a cefalosporinas, aztreonam, aminoglicosídeos. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Clostridioides difficile é comumente encontrado?

É comumente associado a diarreia associada a antibiótico e colite pseudomembranosa em internados.

Quer o Kit de Bancada gratuito?

Cadastre seu e-mail para receber o PDF: ágares, Gram, Rugai, diluições e checklist de antibiograma.