Voltar para o bancoEnterobacterales
Citrobacter koseri
Bacilos Gram-negativos móveis
Identificação e Crescimento
Identificação
- Indol positivo, ornitina positiva, adonitol positivo; H₂S negativo
- Separa-se de C. freundii pelo indol e pela ausência de H₂S
Como cresce
- MacConkey, lactose tardia; 35–37 °C, 18–24 h
Importância Clínica
- Meningite e abscesso cerebral no recém-nascido; infecção urinária no adulto
Resistência Intrínseca
- Resistência intrínseca a ampicilina e a ticarcilina (betalactamase cromossômica de classe A)
Alertas de Bancada
- Ao contrário de C. freundii, não é AmpC indutível clássico — não aplicar a regra do grupo AmpC automaticamente
- Isolamento em liquor de neonato exige imagem por risco de abscesso
Notas Clínicas
Apresentações clínicas
- Causa meningite neonatal grave, frequentemente complicada por abscesso cerebral e ventriculite.
- Também causa infecções do trato urinário e bacteriemia em pacientes adultos hospitalizados.
- Pode estar associado a infecções intra-abdominais e de feridas.
Amostras e coleta
- Líquido cefalorraquidiano deve ser coletado com urgência em neonato febril com sinais neurológicos, antes de antibioticoterapia.
- Neuroimagem (ultrassom transfontanela ou ressonância magnética) deve acompanhar a investigação de meningite neonatal por este organismo.
- Hemoculturas e urocultura são indicadas conforme sítio clínico suspeito em adultos.
Epidemiologia e populações de risco
- Neonatos, especialmente prematuros, são a população de risco clássica para meningite grave e formação de abscesso cerebral.
- Encontrado no ambiente e no trato gastrointestinal humano como colonizante ocasional.
- Surtos em unidades neonatais foram associados a transmissão cruzada por fômites e mãos de profissionais.
Resistência e implicações terapêuticas
- Possui betalactamase cromossômica induzível AmpC de baixo nível, com potencial de hiperprodução sob pressão seletiva de betalactâmicos.
- Cefalosporinas de terceira geração devem ser usadas com cautela em terapia prolongada pelo risco de resistência emergente.
- Cefepima ou carbapenêmicos são preferíveis em infecções graves e prolongadas, como meningite com complicação.
Notas de bancada e laudo
- Diferenciação de outras espécies de Citrobacter por perfil bioquímico (produção de indol positiva) auxilia na identificação presuntiva.
- Isolamento em líquor de neonato deve ser comunicado com urgência à equipe assistencial dada a gravidade prognóstica.
- Alertar sobre risco de resistência emergente a cefalosporinas em tratamento prolongado no laudo de acompanhamento.
Fontes
- PubMed — Citrobacter koseri neonatal meningitis review
- EUCAST — Clinical breakpoints
- CDC — Enterobacterales infections
Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.
FAQ: Perguntas Frequentes
Como identificar Citrobacter koseri no laboratório?
A identificação de Citrobacter koseri envolve indol positivo, ornitina positiva, adonitol positivo; h₂s negativo, separa-se de c. freundii pelo indol e pela ausência de h₂s.
Quais as resistências intrínsecas de Citrobacter koseri?
Citrobacter koseri é naturalmente resistente a resistência intrínseca a ampicilina e a ticarcilina (betalactamase cromossômica de classe a). Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.
Onde Citrobacter koseri é comumente encontrado?
É comumente associado a meningite e abscesso cerebral no recém-nascido; infecção urinária no adulto.
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