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Leveduras e fungos

Candida auris

Leveduras pequenas, sem pseudo-hifas evidentes

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Não forma tubo germinativo; CHROMagar Candida Plus com colônia clara de halo azul
  • Identificação exige MALDI-TOF com base atualizada — sistemas bioquímicos erram para C. haemulonii

Como cresce

  • Cresce a 42 °C e em alta salinidade; Sabouraud 35–37 °C, 24–48 h

Importância Clínica

  • Candidemia e colonização de pele e axila em UTI; surtos hospitalares

Resistência Intrínseca

  • Resistência frequente a fluconazol; parte dos isolados resiste a anfotericina e equinocandinas

Alertas de Bancada

  • Notificação compulsória e precaução de contato imediata
  • Sempre realizar teste de sensibilidade a antifúngicos e comunicar a CCIH

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Candidemia e infecção invasiva associada a cateter, com letalidade elevada em pacientes críticos.
  • Colonização persistente de pele (axila e virilha), narinas e reto, que mantém a transmissão no ambiente.
  • Infecção urinária, de ferida e de dispositivos, cuja interpretação exige distinguir colonização de doença.

Amostras e coleta

  • Hemocultura para doença invasiva; swab combinado de axila e virilha é o método padrão de rastreamento de colonização.
  • Rastrear contatos de leito e pacientes transferidos de serviços com casos conhecidos.
  • Coletar amostras ambientais de superfícies próximas ao paciente durante investigação de surto.

Epidemiologia e populações de risco

  • Patógeno emergente de disseminação hospitalar, classificado pela OMS no grupo de prioridade crítica de fungos.
  • Sobrevive semanas em superfícies secas e resiste a desinfetantes de baixo nível, exigindo produtos esporicidas validados.
  • Risco maior em UTI, ventilação mecânica, cateter central, nutrição parenteral e uso prévio de antifúngico.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Resistência a fluconazol é a regra na maioria dos isolados; resistência a anfotericina B e a equinocandinas ocorre em menor proporção.
  • Equinocandina é a terapia inicial recomendada enquanto se aguarda o teste de sensibilidade.
  • Sempre solicitar teste de sensibilidade a antifúngicos e repetir em caso de persistência da fungemia.

Notas de bancada e laudo

  • Sistemas bioquímicos antigos identificam erroneamente como C. haemulonii, C. famata ou Rhodotorula: confirmar por MALDI-TOF com base atualizada.
  • Cresce a 42 °C e em alta salinidade, e não forma tubo germinativo nem pseudo-hifas verdadeiras na maioria das cepas.
  • Achado de notificação imediata: acionar o controle de infecção, instituir precaução de contato e sinalizar o caso no prontuário.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Candida auris no laboratório?

A identificação de Candida auris envolve não forma tubo germinativo; chromagar candida plus com colônia clara de halo azul, identificação exige maldi-tof com base atualizada — sistemas bioquímicos erram para c. haemulonii.

Quais as resistências intrínsecas de Candida auris?

Candida auris é naturalmente resistente a resistência frequente a fluconazol; parte dos isolados resiste a anfotericina e equinocandinas. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Candida auris é comumente encontrado?

É comumente associado a candidemia e colonização de pele e axila em uti; surtos hospitalares.

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