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Leveduras e fungos

Candida albicans

Leveduras Gram-positivas com pseudo-hifas

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Tubo germinativo positivo em 2–3 h a 37 °C
  • Clamidoconídios em ágar fubá com Tween 80
  • CHROMagar: colônias verdes

Como cresce

  • Sabouraud dextrose com cloranfenicol, 25–30 °C ou 35 °C, 24–48 h
  • Colônias brancas, cremosas, lisas

Importância Clínica

  • Candidíase oral e vulvovaginal (ambulatorial), candidemia por cateter, candidúria

Resistência Intrínseca

  • Sem atividade de antibacterianos; equinocandinas e azólicos são as classes úteis

Alertas de Bancada

  • Candidemia exige remoção/troca de cateter
  • Fluconazol costuma ser ativo, diferente de outras espécies

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa candidíase mucocutânea, incluindo candidíase oral, esofágica e vulvovaginal, especialmente em imunocomprometidos e diabéticos.
  • É a principal causa de candidemia e candidíase invasiva associada a cateteres venosos centrais e nutrição parenteral.
  • Pode causar endocardite em válvulas protéticas e infecção urinária associada a cateter vesical de longa permanência.

Amostras e coleta

  • Hemoculturas devem ser coletadas de sítios periféricos e de cateter para investigar candidemia e sua possível origem.
  • Frascos de hemocultura específicos para fungos podem aumentar a sensibilidade de detecção em algumas plataformas automatizadas.
  • Ecocardiograma e exame oftalmológico devem ser considerados em candidemia persistente para excluir endocardite e endoftalmite.

Epidemiologia e populações de risco

  • Continua sendo a espécie de Candida mais frequentemente isolada em candidemia na maioria das séries epidemiológicas globais.
  • Pacientes em UTI, com cateteres venosos centrais, uso prolongado de antibióticos de amplo espectro e nutrição parenteral apresentam maior risco.
  • Neutropênicos e receptores de transplante de órgão sólido ou de células-tronco hematopoiéticas têm risco aumentado de doença invasiva.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Mantém-se predominantemente sensível a fluconazol, embora resistência adquirida ocorra especialmente após exposição prévia prolongada ao azol.
  • Equinocandinas são recomendadas como terapia inicial empírica em pacientes graves ou com exposição prévia a azólicos, conforme diretrizes IDSA.
  • Testes de sensibilidade antifúngica são recomendados em isolados de sangue ou de falha terapêutica clínica.

Notas de bancada e laudo

  • Formação de tubo germinativo em soro a 37°C é teste presuntivo clássico rápido para diferenciar de espécies não-albicans.
  • Identificação por espectrometria de massa (MALDI-TOF) é o método atual preferido por rapidez e acurácia.
  • Detecção de beta-D-glucana sérica pode auxiliar diagnóstico precoce de candidíase invasiva em conjunto com hemocultura.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Candida albicans no laboratório?

A identificação de Candida albicans envolve tubo germinativo positivo em 2–3 h a 37 °c, clamidoconídios em ágar fubá com tween 80, chromagar: colônias verdes.

Quais as resistências intrínsecas de Candida albicans?

Candida albicans é naturalmente resistente a sem atividade de antibacterianos; equinocandinas e azólicos são as classes úteis. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Candida albicans é comumente encontrado?

É comumente associado a candidíase oral e vulvovaginal (ambulatorial), candidemia por cateter, candidúria.

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