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Fastidiosos

Campylobacter jejuni

Bacilos Gram-negativos curvos, em asa de gaivota

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Oxidase positiva, catalase positiva, hipurato positivo (C. jejuni)
  • Móvel em saca-rolhas na microscopia a fresco

Como cresce

  • Ágar Skirrow/Campy, microaerofilia (5% O₂, 10% CO₂), 42 °C, 48–72 h

Importância Clínica

  • Diarreia aguda inflamatória em ambulatório; associação com Guillain-Barré

Resistência Intrínseca

  • Trimetoprima, sulfonamidas, cefalosporinas, aztreonam, vancomicina

Alertas de Bancada

  • Sem atmosfera microaerófila e 42 °C não cresce — cultura falsamente negativa
  • Azitromicina é a primeira escolha; resistência a fluoroquinolona é alta

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa gastroenterite aguda com diarreia frequentemente sanguinolenta, dor abdominal em cólica e febre.
  • É o gatilho infeccioso mais frequentemente associado à síndrome de Guillain-Barré por mimetismo molecular.
  • Pode causar artrite reativa pós-infecciosa e, raramente, bacteremia em pacientes imunocomprometidos.

Amostras e coleta

  • Coprocultura em meios seletivos e microaerofilia com incubação a 42°C é necessária para isolamento adequado.
  • Painéis moleculares multiplex de patógenos entéricos oferecem detecção mais rápida e sensível que a cultura convencional.
  • Amostra deve ser processada rapidamente, pois o organismo é sensível a dessecação e variações de temperatura.

Epidemiologia e populações de risco

  • É uma das principais causas de gastroenterite bacteriana no mundo, associada ao consumo de aves mal cozidas e leite não pasteurizado.
  • Contato com animais domésticos e água contaminada também são vias reconhecidas de transmissão.
  • Crianças pequenas e adultos jovens apresentam maior incidência de doença sintomática.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Resistência a fluoroquinolonas é amplamente disseminada globalmente, limitando seu uso empírico em gastroenterite grave.
  • Azitromicina é frequentemente preferida ao tratamento empírico quando indicado, devido a taxas de resistência mais baixas.
  • A maioria dos casos é autolimitada e não requer tratamento antimicrobiano, reservado para doença grave ou prolongada.

Notas de bancada e laudo

  • Bacilos gram-negativos curvos ('asa de gaivota') com motilidade característica em preparação a fresco auxiliam identificação presuntiva.
  • Crescimento em meios seletivos sob microaerofilia a 42°C diferencia de outras espécies entéricas.
  • Casos confirmados são de notificação compulsória em diversas jurisdições por vigilância de doenças transmitidas por alimentos.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Campylobacter jejuni no laboratório?

A identificação de Campylobacter jejuni envolve oxidase positiva, catalase positiva, hipurato positivo (c. jejuni), móvel em saca-rolhas na microscopia a fresco.

Quais as resistências intrínsecas de Campylobacter jejuni?

Campylobacter jejuni é naturalmente resistente a trimetoprima, sulfonamidas, cefalosporinas, aztreonam, vancomicina. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Campylobacter jejuni é comumente encontrado?

É comumente associado a diarreia aguda inflamatória em ambulatório; associação com guillain-barré.

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