Voltar para o bancoNão fermentadores
Burkholderia cepacia complex
Bacilos Gram-negativos
Identificação e Crescimento
Identificação
- Oxidase positiva (fraca), lisina positiva, não fermentador
- Ágar seletivo BCSA/OFPBL
Como cresce
- Crescimento lento: 48–72 h a 35 °C; colônias podem ter pigmento amarelado
Importância Clínica
- Infecção pulmonar em fibrose cística, surtos por soluções contaminadas
Resistência Intrínseca
- Colistina/polimixina B, aminoglicosídeos, ampicilina e cefalosporinas de 1ª/2ª geração
- Ertapenem
Alertas de Bancada
- Polimixina resistente por natureza — útil como pista de identificação
- Isolado em soro/solução sugere contaminação de produto: investigar imediatamente
- Opções: SXT, meropenem, ceftazidima, minociclina
Notas Clínicas
Apresentações clínicas
- Causa infecção pulmonar crônica grave em pacientes com fibrose cística, podendo evoluir para a síndrome cepacia com deterioração rápida e sepse.
- É causa de infecções relacionadas a assistência à saúde por contaminação de soluções aquosas, incluindo bacteremia de origem em fluidos intravenosos.
- Pode causar pneumonia em pacientes com doença granulomatosa crônica.
Amostras e coleta
- Escarro de pacientes com fibrose cística deve ser cultivado em meios seletivos específicos para o complexo, devido a crescimento lento e supercrescimento por outros organismos.
- Hemoculturas devem investigar fonte comum em surtos, incluindo soluções parenterais e antissépticos contaminados.
- Identificação em nível de espécie dentro do complexo é relevante epidemiologicamente e deve ser encaminhada a laboratório de referência.
Epidemiologia e populações de risco
- Pacientes com fibrose cística correm risco de transmissão pessoa-a-pessoa, motivando segregação em centros de tratamento especializados.
- É contaminante ambiental de água e soluções aquosas, causando surtos hospitalares associados a produtos farmacêuticos e antissépticos.
- Pacientes com doença granulomatosa crônica apresentam suscetibilidade aumentada a infecção invasiva.
Resistência e implicações terapêuticas
- Apresenta resistência intrínseca a polimixinas e aminoglicosídeos, limitando opções terapêuticas empíricas usuais para gram-negativos.
- Sulfametoxazol-trimetoprima, meropenem e ceftazidima são opções terapêuticas frequentemente utilizadas, guiadas por antibiograma individual.
- Perfis de resistência variam amplamente entre espécies do complexo, exigindo testes de sensibilidade individualizados.
Notas de bancada e laudo
- Bacilo gram-negativo não fermentador de crescimento lento, oxidase variável, requerendo meios seletivos para recuperação de amostras respiratórias.
- Identificação correta é crítica para decisões de coorte e controle de infecção em centros de fibrose cística.
- Espectrometria de massa (MALDI-TOF) pode ter limitações na diferenciação de espécies dentro do complexo, podendo requerer sequenciamento genético.
Fontes
- CDC — Burkholderia cepacia
- EUCAST — Clinical breakpoints
- Cystic Fibrosis Foundation — Infection control
Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.
FAQ: Perguntas Frequentes
Como identificar Burkholderia cepacia complex no laboratório?
A identificação de Burkholderia cepacia complex envolve oxidase positiva (fraca), lisina positiva, não fermentador, ágar seletivo bcsa/ofpbl.
Quais as resistências intrínsecas de Burkholderia cepacia complex?
Burkholderia cepacia complex é naturalmente resistente a colistina/polimixina b, aminoglicosídeos, ampicilina e cefalosporinas de 1ª/2ª geração, ertapenem. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.
Onde Burkholderia cepacia complex é comumente encontrado?
É comumente associado a infecção pulmonar em fibrose cística, surtos por soluções contaminadas.
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