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Leveduras e fungos

Aspergillus fumigatus

Fungo filamentoso hialino septado

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Hifas hialinas septadas com ramificação em ângulo agudo (45°)
  • Conidióforo com vesícula em coluna e fiálides uniseriadas; colônia verde-acinzentada

Como cresce

  • Sabouraud sem cicloheximida; cresce a 48 °C, 48–72 h

Importância Clínica

  • Aspergilose pulmonar invasiva, aspergiloma, sinusite e otomicose

Resistência Intrínseca

  • Resistente a fluconazol e a equinocandina em monoterapia com atividade apenas fungistática

Alertas de Bancada

  • Voriconazol é a primeira linha; considerar resistência a azólicos em falha terapêutica
  • Isolamento em amostra respiratória de imunossuprimido deve ser comunicado com galactomanano

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Aspergilose pulmonar invasiva em neutropênicos e transplantados, com nódulos, sinal do halo e hemoptise.
  • Aspergilose pulmonar crônica e aspergiloma em cavidades residuais, tipicamente pós-tuberculose.
  • Aspergilose broncopulmonar alérgica na asma e na fibrose cística, e aspergilose associada a influenza ou a doença viral grave.

Amostras e coleta

  • Lavado broncoalveolar para cultura, microscopia e galactomanana; a hemocultura é quase sempre negativa.
  • Biópsia com histopatologia demonstra invasão tecidual e diferencia colonização de doença invasiva.
  • Galactomanana sérica seriada é útil no acompanhamento de pacientes hematológicos de alto risco.

Epidemiologia e populações de risco

  • Conídios são inalados diariamente do ambiente; obras e sistemas de ar contaminados aumentam a exposição hospitalar.
  • Maior risco em neutropenia prolongada, transplante de células-tronco ou de órgão sólido, corticoterapia alta e doença granulomatosa crônica.
  • A resistência a azóis de origem ambiental, ligada ao uso agrícola de fungicidas, está em expansão global.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Voriconazol e isavuconazol são a primeira linha na doença invasiva, conforme diretrizes internacionais.
  • Mutações no gene cyp51A (por exemplo TR34/L98H) conferem resistência a azóis e devem ser suspeitadas em falha terapêutica.
  • Aspergillus é intrinsecamente resistente à fluconazol; equinocandinas têm apenas atividade parcial e papel adjuvante.

Notas de bancada e laudo

  • Hifas hialinas septadas com ramificação em ângulo agudo (~45°) na microscopia direta com KOH ou calcofluor.
  • Coloniza verde-azulado com reverso claro; cresce a 48 °C, característica que separa A. fumigatus de outras espécies.
  • Manipular placas em cabine de segurança biológica e evitar abrir culturas esporuladas na bancada.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Aspergillus fumigatus no laboratório?

A identificação de Aspergillus fumigatus envolve hifas hialinas septadas com ramificação em ângulo agudo (45°), conidióforo com vesícula em coluna e fiálides uniseriadas; colônia verde-acinzentada.

Quais as resistências intrínsecas de Aspergillus fumigatus?

Aspergillus fumigatus é naturalmente resistente a resistente a fluconazol e a equinocandina em monoterapia com atividade apenas fungistática. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Aspergillus fumigatus é comumente encontrado?

É comumente associado a aspergilose pulmonar invasiva, aspergiloma, sinusite e otomicose.

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