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Vibriões e curvos

Aeromonas hydrophila / caviae

Bacilos Gram-negativos retos, móveis

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Oxidase positiva, resistente ao agente vibriostático O/129, cresce sem NaCl
  • Beta-hemólise em ágar sangue, indol positivo

Como cresce

  • Ágar sangue e MacConkey, 35 °C, 18–24 h

Importância Clínica

  • Gastroenterite, celulite e fasciíte após contato com água doce, bacteremia em hepatopata

Resistência Intrínseca

  • Betalactamases cromossômicas múltiplas: ampicilina (e frequentemente cefalotina) sem atividade

Alertas de Bancada

  • Pode induzir resistência a carbapenêmicos durante o tratamento (cefalosporinase + carbapenemase cromossômicas)
  • Oxidase positiva em bacilo lactose-negativo de coprocultura: não descartar como flora

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Gastroenterite aguda, geralmente autolimitada, mas podendo cursar com diarreia prolongada em crianças.
  • Infecção de pele e partes moles após exposição de ferida a água doce, lama ou animais aquáticos, incluindo celulite e, raramente, fasciíte necrosante.
  • Bacteremia e sepse em pacientes com hepatopatia crônica, neoplasia hematológica ou imunossupressão.

Amostras e coleta

  • Coprocultura em meio seletivo para Aeromonas (p. ex. ágar com ampicilina) quando há suspeita clínica específica.
  • Material de ferida e tecido profundo em infecções de partes moles, com Gram direto para orientar terapia empírica inicial.
  • Hemocultura em pacientes com sinais sistêmicos, especialmente diante de hepatopatia ou neutropenia de base.

Epidemiologia e populações de risco

  • Ambientais de água doce, estuarina e solo úmido; associados a exposição recreacional ou ocupacional a essas fontes.
  • Sanguessugas medicinais podem carrear Aeromonas, o que motiva profilaxia antimicrobiana em terapia com sanguessugas.
  • Maior risco de doença invasiva em cirróticos, neutropênicos e vítimas de trauma com contaminação por água ou lama.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Resistência intrínseca à ampicilina por produção de beta-lactamases cromossômicas, o que a torna inadequada como monoterapia empírica.
  • Fluoroquinolonas, sulfametoxazol-trimetoprima e cefalosporinas de terceira geração costumam ser ativas, sempre confirmadas por teste de susceptibilidade.
  • EUCAST publica pontos de corte para Aeromonas spp.; usar critérios específicos da espécie quando disponíveis na tabela vigente.

Notas de bancada e laudo

  • Bacilo Gram-negativo oxidase positivo, catalase positivo, móvel por flagelo polar, crescendo bem em ágar MacConkey.
  • Diferenciação entre espécies (A. hydrophila, A. caviae, A. veronii) exige testes bioquímicos ampliados ou MALDI-TOF; sistemas automatizados podem errar a espécie.
  • Reportar isolamento em coprocultura com correlação clínica, pois pode representar colonização em portadores assintomáticos.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Aeromonas hydrophila / caviae no laboratório?

A identificação de Aeromonas hydrophila / caviae envolve oxidase positiva, resistente ao agente vibriostático o/129, cresce sem nacl, beta-hemólise em ágar sangue, indol positivo.

Quais as resistências intrínsecas de Aeromonas hydrophila / caviae?

Aeromonas hydrophila / caviae é naturalmente resistente a betalactamases cromossômicas múltiplas: ampicilina (e frequentemente cefalotina) sem atividade. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Aeromonas hydrophila / caviae é comumente encontrado?

É comumente associado a gastroenterite, celulite e fasciíte após contato com água doce, bacteremia em hepatopata.

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