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Cocos Gram-positivos

Abiotrophia / Granulicatella (variantes nutricionalmente deficientes)

Cocos Gram-positivos pleomórficos em cadeias

Identificação e Crescimento

Identificação

  • Não crescem em ágar sangue puro: precisam de piridoxal (vitamina B6) ou cisteína
  • Satelitismo em torno de estria de S. aureus

Como cresce

  • Ágar sangue suplementado com piridoxal 0,001% ou disco de B6, 5% CO₂

Importância Clínica

  • Endocardite com hemocultura de crescimento difícil
  • Bacteremia em imunossuprimidos

Resistência Intrínseca

  • Aztreonam, colistina e ácido nalidíxico sem atividade

Alertas de Bancada

  • Gram positivo em hemocultura sem crescimento no subcultivo sugere este grupo
  • Teste de sensibilidade requer meio suplementado (BrCAST/EUCAST: critérios de estreptococos viridans)

Notas Clínicas

Apresentações clínicas

  • Causa endocardite infecciosa associada a maior taxa de complicações e falha terapêutica comparada a estreptococos viridans típicos.
  • Pode causar bacteriemia oculta e abscessos em pacientes com porta de entrada oral ou dentária.
  • Associada ocasionalmente a infecções oculares e articulares.

Amostras e coleta

  • Hemoculturas devem ser mantidas em incubação prolongada, pois o organismo é fastidioso e de crescimento lento.
  • Subcultura em ágar suplementado com piridoxal (fator V) é necessária para crescimento em meio sólido.
  • Amostra de tecido valvar deve ser considerada em suspeita de endocardite com hemocultura negativa.

Epidemiologia e populações de risco

  • Faz parte da microbiota oral e do trato gastrointestinal e geniturinário humano.
  • Pacientes com valvulopatia prévia e procedimentos odontológicos recentes têm risco elevado de endocardite.
  • Frequentemente subdiagnosticada como causa de endocardite com hemocultura negativa em laboratórios sem meios suplementados.

Resistência e implicações terapêuticas

  • Tolerância à penicilina (CIM bactericida muito maior que a inibitória) é descrita, justificando associação com aminoglicosídeo em endocardite.
  • Taxas de falha e recidiva terapêutica são maiores do que em estreptococos viridans clássicos.
  • Vancomicina associada a aminoglicosídeo é alternativa em alergia a penicilina ou tolerância confirmada.

Notas de bancada e laudo

  • Teste de satelitismo ao redor de colônias de Staphylococcus aureus em ágar sangue sugere dependência de piridoxal.
  • MALDI-TOF com bibliotecas atualizadas melhora a identificação em comparação a métodos bioquímicos convencionais.
  • Laudo deve alertar o clínico sobre necessidade de terapia combinada devido à tolerância antimicrobiana descrita.

Fontes

Conteúdo educacional de apoio à decisão. Não substitui a validação laboratorial, as diretrizes vigentes nem a leitura do responsável técnico.

FAQ: Perguntas Frequentes

Como identificar Abiotrophia / Granulicatella (variantes nutricionalmente deficientes) no laboratório?

A identificação de Abiotrophia / Granulicatella (variantes nutricionalmente deficientes) envolve não crescem em ágar sangue puro: precisam de piridoxal (vitamina b6) ou cisteína, satelitismo em torno de estria de s. aureus.

Quais as resistências intrínsecas de Abiotrophia / Granulicatella (variantes nutricionalmente deficientes)?

Abiotrophia / Granulicatella (variantes nutricionalmente deficientes) é naturalmente resistente a aztreonam, colistina e ácido nalidíxico sem atividade. Esses antimicrobianos não devem ser reportados como sensíveis.

Onde Abiotrophia / Granulicatella (variantes nutricionalmente deficientes) é comumente encontrado?

É comumente associado a endocardite com hemocultura de crescimento difícil, bacteremia em imunossuprimidos.

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